Escritor
Sim, sou um maldito de um escritor
Mas não estou vivendo a história dos outros
E jamais direi tudo.
Porque tudo o que escrevo, mesmo quando ficção
É minha mais absoluta verdade.
Agora não quero mais a compaixão de ninguém
Quando precisei não houve, então…
Prefiro a amizade dos que me amaram.
Quantas vezes você teve a boca de uma calibre 12
Nas mãos de um animal com licença para te matar
A poucos centímetros de sua cara?
Quantas vezes você foi deixado nu e de joelhos
Tomando tiros de bala de borracha frontais?
Humilhado ao extremo por homens
Que se submetem, como soldados nazistas
A ordens e doutrinas que os ensinam a atirar
Em homens encurralados como ratos?
O que escrevo é a resposta que dou
A imensa necessidade de minha existência
De desatar os nós que me amarram
E me desincorporar em paixão e ação.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Trip
O plano do Google para uma internet sem cliques
-
Trip
Santos sempre foi caminho. Quando virou destino?
-
Trip
A magia de Salah e os muros invisíveis da Copa de 2026
-
Trip
São João da Thay: Thaynara OG usa o ecossistema da influência como vitrine para o interior do Maranhão
-
Trip
A revolução discreta da cannabis
-
Trip
Rir da própria desgraça para não pifar
-
Trip
Diário de classe: como educar meninos na era Red Pill