Lembra que jazz já foi sinônimo de liberdade? Por sorte gente como Dave Douglas lembra. O post-bop desse trompetista aceita qualquer idéia que dê pano para a manga, incluindo um arsenal de produção eletrônica. Não aquela com BPM rígido, mas a das distorções e timbres criativos, dos filtros, dos sampleados e coisas ao contrário. O sujeito ainda tem preocupações sociais e cita Naomi Klein e o Fórum de Porto Alegre. Pode? O resultado é jazz de gente que sofre, grita, xinga e vive no século 21. Para lembrar como o jazz pode ser mais que a música de coquetel que o Marsalis faz.
Maurício Bussab, produtor e tecladista do Bojo
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