Marcha da Maconha
Polícia reprime manifestantes de protesto na Avenida Paulista pela liberdade de expressão
Créditos: vinicius cole
Um protesto pacífico pela liberdade de expressão foi violentamente reprimido pela Polícia Militar do estado de São Paulo no último sábado (21), quando entre 500 (segundo a PM) e 1.200 (segundo os organizadores) manifestantes originalmente reunidos para a Marcha da Maconha foram atacados por bombas de efeito moral, sprays de pimenta, gás lacrimogênio e balas de borracha nos últimos quarteirões da avenida Paulista, na descida da rua da Consolação e na Rua Augusta. Isso tudo depois da promessa expressa do comando da PM de proteger a manifestação.
A Marcha da Maconha foi proibida pelo quarto ano consecutivo em São Paulo no fim da tarde de sexta feira. Em resposta, a organização da Marcha omitiu todas as referências à maconha em cartazes e camisetas, negociando pessoalmente com o comandante Del Vecchio e recebendo autorização para ocupar a avenida. Depois de alguns quarteirões, os manifestantes foram atacados pela Tropa de Choque, deixando diversos feridos por estilhaços, tiros de borracha e golpes de cacetete. Uma das balas de borracha atingiu a mão de Vinícius Colé, nosso cinegrafista responsável pelas imagens que você vê no vídeo abaixo.
Um novo ato público foi marcado para o dia 28 de maio, sábado, no vão do MASP, desta vez a Marcha da Liberdade.
Nossa equipe esteve presente no protesto do último sábado e registrou detalhes da manifestação. Veja no vídeo abaixo.
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