Lilia Cabral: Sucesso não é ser sempre capa de revista
A atriz fala sobre a juventude, o caminho solitário para conquistar a liberdade, as experiências nos palcos e na televisão e o significado da fama
Créditos: Pino Gomes / Divulgação
Conhecida pelo bom humor e profissionalismo, Lilia Cabral começou a brilhar cedo. Formada pela Escola de Artes Cênicas da USP, a paulistana do bairro da Lapa sabia desde a adolescência que queria seguir carreira no teatro – apesar da reprovação do pai. “O palco foi onde eu me libertei. Ali eu pude viver a vida de tantas outras pessoas, porque eu não tinha liberdade”, diz. Seu primeiro sucesso foi a montagem de “Feliz Ano Velho”, inspirada no livro de Marcelo Rubens Paiva, peça que tomou de assalto os palcos de São Paulo e do Brasil no início dos anos 80.
Com uma capacidade enorme de se conectar com o público e o tempo perfeito para a comédia, a atriz esteve presente em algumas das novelas mais marcantes da história da TV Globo, como Anjo Mau, Tieta e Vale Tudo. Apesar do currículo impecável, sua primeira protagonista veio só aos 50 anos, com a inesquecível personagem Griselda, ou Pereirão, da novela Fina Estampa. Hoje, aos 66 anos, ela volta a lotar os teatros ao lado da filha Giulia Bertolli, na peça “A Lista”, que fica em cartaz até final de outubro no Teatro Vivo, em São Paulo.
No papo com o Trip FM, Lilia fala sobre a juventude, o caminho solitário para conquistar a liberdade, as experiências nos palcos e na televisão, e a fama que conquistou nessas décadas de carreira. “Eu não tenho essa coisa com o sucesso, de me achar uma estrela, mas quando você ganha certa exposição, as pessoas te cobram muito: qual será o próximo hit? Eu digo que eu faço personagens. Sucesso é conseguir agarrar as oportunidades e mostrar o que você pode fazer. E aí, quando dá certo, é ótimo”, diz. “Sucesso não é ser sempre a capa de revista, porque existe esse movimento: qual é o próximo?”. Você pode ouvir o programa no play aqui em cima ou no Spotify.

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