por Natacha Cortêz
Tpm #150

A atriz e documentarista lança livro com textos autobiográficos e ilustrações belíssimas de Rita Wainer

Em sua estreia na literatura, a atriz e documentarista Maria Ribeiro reuniu “crônicas, reflexões e desabafos” publicados em sua coluna na Tpm e outros textos inéditos. Com o título de Trinta e oito e meio – a idade exata da autora quando editou a obra –, o livro ganhou ilustrações de Rita Wainer, na capa e no miolo. Com um tom claramente autobiográfico, Maria passeia por assuntos de seu cotidiano. Fala dos filhos, da admiração pelos melhores amigos, da saudade do pai, da obsessão por Paris. Fala de si mesma sem entraves, como quem não teme ser vulnerável.

Por que começar com um livro de crônicas? Sempre gostei do formato, é uma boa maneira de um jovem começar a ler. Fui tocada pela leitura através das crônicas do Rubem Braga, e mantenho essa relação com textos curtos. No momento estou apaixonada pelos do Gregorio Duvivier. E Milly Lacombe sempre me faz chorar. Ainda não me sinto capaz de escrever um romance. A crônica é um formato mais despretensioso. 

Tem medo de se expor ao falar de si mesma? Tenho, mas costumo enfrentar meus medos assim, de frente. E só tenho propriedade pra falar do que vivi, não saberia falar do que não conheço. Então é isto: maternidade, amores, medo de morrer, saudades, nostalgia da infância. É o que eu tenho pra dividir aos 39 anos.

 

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