por Lilia Cabral
Tpm #86

Após três anos em cartaz, a peça Divã vira filme

Uma mulher procura um psicanalista sem saber por quê. Após três anos em cartaz, a peça Divã vira filme. Estrela da peça e do longa, a atriz Lilia Cabral escreve sobre a transição dos palcos para as telas de cinema

Quando li o livro Divã, de Martha Medeiros, logo percebi seu poten­cial para um espetáculo. Jamais pensei que seria o sucesso que foi. O re­conhecimento do público veio rápido e o da crítica especializada tam­bém. Um dia, um desses críticos me disse que eu deveria mostrar um ou­tro lado meu, um lado mais dramático, mais intenso. Que se eu pro­duzis­se um clássico o público teria a oportunidade de ver uma atriz completa. Nesse meio tempo fil­mei Divã. Continuava, sempre que podia, pensando qual clássico produziria. A primeira cópia do longa ficou pronta e lá fui eu assistir na sala de edição. Quando o filme acabou eu estava aos prantos, assim como todos que assistiram. É um filme simples, contando a vida de uma mulher comum e feliz. O drama e a co­média andam juntos – tris­tes e felizes – e, num só dia, pas­samos por tantos sentimentos que fica di­fícil qualificar a di­men­são. Estou muito feliz com o Divã, mas nada im­pede que ama­nhã me chamem pra fazer um filme que eu fique com a ca­beça en­terrada na areia, feliz da vida também. A gente escolhe, a vida te leva, e os conselhos a gente esquece.

 

Vai lá:

Divã, de José Alvarenga. Estreia em 17 de abril

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