Não-entrevista: o ódio que toma o Facebook… e as ruas
Se você não está completamente alheio ao mundo, já deve ter percebido que esse é sentimento dominante em boa parte do Brasil essa semana."Vai para Miami!", grita um. "Vai você para Cuba!", responde outro
Créditos: Judy van der Velden/Flickr
Por Nina Lemos
em 13 de março de 2015
“Coxinhas filho da puta!” “Petralha vagabundo!” Se você não está completamente alheio ao mundo, já deve ter percebido que esse é sentimento dominante em boa parte do Brasil essa semana.”Vai para Miami!”, grita um. “Vai você para Cuba!”, responde outro. Os nervos estão à flor da pele. Na verdade, é mais que isso. Os nervos já saíram da pele e estamos todos muito loucos. Todo mundo ficou fora de si depois do pronunciamento da presidenta Dilma Roussef (e das vaias, panelas e xingamentos) e mais louco ainda com a aproximação da manifestação pelo impeachment no domingo.
As pessoas estão com muito ódio no coração. É odio por todos os lados. É tanto odio que não conseguimos nem pensar.
Sério, estamos todos como crianças, que, na dúvida, ao invés de conversar com o amiguinho que pegou seu lápis na escola, vai lá e dá um soco. Isso acontece em todas as redes sociais.
Sim, o Facebook virou um local de Guerra! E tambem na rua, ali, na vida real mesmo.
Vamos parar! Vamos parar! Como hippies, resolvemos não entrevistar essa semana o ódio. O ódio que paraliza. O ódio que impede de pensar. O ódio às mulheres. O ódio aos gays. O ódio aos coxinhas. O ódio aos petralhas. Não postaremos (aliás, como nunca) conteúdo de ódio nessa revista, nem no nosso site. E também tentaremos, e aconselhamos a todos, não entrevistar o ódio em nossas vidas também. Como? É simples, se alguém vier falar com sangue nos óio, não responderemos. Faça o mesmo!
Sem ódio. Mais amor, pois como diria ele mesmo, o Criolo: convoque seu Buda, o clima tá tenso.
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