por Lia Hama
Tpm #152

Cantora baiana é uma das convidadas da Feira Literária Internacional de Paraty deste ano

"Karina Buhr escreve e desenha como canta: à mão livre. As palavras se disfarçam como num bloco de Carnaval: pra fazer a festa, beijar desconhecidos e, vez ou outra, tocar o terror”, escreve Gregorio Duvivier na contracapa de Desperdiçando rima, primeiro livro da cantora e compositora baiana que a editora Rocco lança este mês. Ao longo de 192 páginas, Karina discorre sobre amor, machismo e ocupação Estelita, entre muitos outros temas, sempre com o espírito anárquico que lhe é característico. Em julho, ela participa da Feira Literária Internacional de Paraty.

Como surgiu a ideia do livro? Tenho uma coluna mensal na Revista da Cultura [da Livraria Cultura], onde escrevo o texto e faço as ilustrações. Aí juntei coisas que já tinha feito, modifiquei algumas e saí fazendo outras novas.

São textos autobiográficos? Eu crio personagens e roteiros. Mesmo quando partem de algo que aconteceu comigo, acabo mudando a história, não assumo pra mim não. E disparo pra todos os lados: uma hora falo de coisas mais leves, como amor e relacionamentos, outra hora, de temas mais pesados, como guerra e política.

Que público você quer atingir? Quero muito que os homens leiam, que não fique nessa coisa de “livro pra menina”. Eu já vivo isso no mundo da música, de colocarem um monte de cantoras num mesmo bolo, só por ser mulher. Quero chegar em todo mundo.

Vai lá: Desperdiçando rima, ed. Rocco, R$ 24,50

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