Tpm

por Raquel de Medeiros

Selecionamos algumas opções de brechós na internet. Divirta-se!

Cansadas de usar sempre as mesmas produções, elas resolveram abrir as portas dos armários para vender e trocar aquilo que não querem mais – tudo on-line

Sabe aquele momento em que você abre o guarda-roupa e percebe que ele datou? Essa situação acomete a maioria das mulheres com certa periodicidade. O faniquito é causado graças às peças que já não servem ou que já deram o que tinham que dar. Sem falar naquelas que enfeitam o armário há um bom tempo sem nunca ter saído dele.

Para se livrar dessas roupas e ainda ganhar uma grana extra para renovar o figurino, garotas de diversos cantos do país abriram as portas de seus guarda-roupas na internet. Um movimento que surgiu no início de 2008 e aumenta a cada dia. Os bazares, criados nos blogs de mulheres de idades diversas, têm peças de todos os tipos: desde aquelas de marcas conhecidas, como Ronaldo Fraga, Glória Coelho e M.Officer, até as mais artesanais, feitas por costureiras locais.

Aquilo que não serve mais para uma acaba fazendo o maior sucesso no armário da outra. E o melhor: tudo com a maior economia. A novidade ainda se encaixa dentro dos novos padrões de sustentabilidade, já que a roupa usada não vai mais para o lixo, tampouco vira pano de chão. Uma maneira divertida de renovar o visual sem grandes gastos. Selecionamos os cinco bazares mais bonitinhos da internet. Boas compras – e histórias.

Armariana – http://www.armariana.blogspot.com/

Mariana Rabelo, 30 anos, é psicóloga e dona de um bazar virtual nas horas vagas. Um dos mais organizados da internet. As peças vêm de viagens que fez e também de lojas de sua cidade, Brasília. “Comecei a vender para minimizar gastos e abrir espaço no meu guarda-roupa”, conta. O bazar é novinho, foi criado há dois meses, e já conquistou clientela fiel. Entre as peças estão desde vestidos fabricados pela costureira dela até modelitos de marcas famosas, como Glória Coelho, Rosa Chá e M. Officer.

Brechó da Mãn – http://www.brechodaman.blogspot.com/

Apesar de ter apenas 17 anos, Amanda de Souza, do Paraná, já tem sua própria loja virtual. Com muito bom gosto, ela organiza e vende em um dos bazares mais bonitos e baratos da internet. As peças têm a sua cara: cheias de cores e estilo. E nem sempre são muito batidas. “Muitas delas comprei por impulso e nem cheguei a usar”, confessa. O brechó existe há mais de dez meses e é repleto de roupas e acessórios de lojas paranaenses.

Brechó da Japinha – http://www.brechodajapinha.blogspot.com/

Apesar de o nome remeter ao Oriente, muitas peças desse bazar foram adquiridas em Belém do Pará, onde mora sua dona, a Japinha. Recheado de produtos típicos, tem desde brincos feitos de feltro até bolsas artesanais. Mas não fica só por aí. Mayumi Kawamoto, de 21 anos, põe também à venda roupas compradas em suas viagens mais recentes. A engenheira química decidiu abrir a loja virtual há cerca de um mês. “Queria trocar roupas com outras garotas e também tirar um extra no fim do mês”, explica.

Saia Rodada – http://www.modadesegunda.blogspot.com/

A redatora Ana Airam, de 38 anos, é dona do Saia Rodada, que foi criado em maio de 2008. “Ao longo da vida já garimpei e acumulei muita coisa. Por isso, assim que a tendência de bazares virtuais apareceu, não hesitei em abrir o meu”, explica. Ana tem dezenas de peças fabricadas por artesãos e costureiras da tradicional Feira da Vila Madalena (SP) em seu acervo. Bastante eclética, sua loja virtual reúne desde peças vintage da família até as mais moderninhas, compradas em shoppings e butiques descoladas.

Meu Brechó – http://www.omeubrecho.blogspot.com/

Esse bazar tem a cara do Rio de Janeiro. Apesar de ser mineira, a advogada Camila Andrade, de 28 anos, tem uma loja virtual cheia de peças e acessórios típicos da cidade em que vive há três anos. São muitos shorts, batas, regatas, sandálias rasteirinhas e biquínis. Camila entrou nessa onda porque achou que estava na hora de se desfazer daquilo que não tinha mais utilidade pra ela. “Meu armário já estava cheio de peças que foram usadas três ou quatro vezes apenas”, explica. Algumas delas ainda estão com as etiquetas, ou seja, nunca saíram do armário. E o melhor: há diversos modelitos da Espaço Fashion e da Farm, duas das lojas mais badaladas do Rio.

 

 

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