Filme retrata a vida
de travestis e
transexuais

por Camila Eiroa

’A felicidade de Margô’, baseado em texto de Dráuzio Varella, mostra a vida reprimida e criminalizada pelas ruas de São Paulo

"– Onde pensa que vai o veado com esse vestido de lantejoula?
Margô abaixou a cabeça, brigar naquela noite era o que menos desejava. O brutamontes insistiu:
– Não vou com a tua cara, seu traveco de merda.
Ela continuava cabisbaixa, quando levou o soco que lhe abriu o supercílio. Sangrando, correu para a quitinete, sentou na cama e chorou feito criança.
– Logo quando eu estava feliz.
Tinha um lenço amarrado na testa quando voltou ao bar. Entretido com o copo de conhaque, o ex-policial só se deu conta da aproximação, quando o punhal lhe penetrou as costas pela primeira vez."
Dráuzio Varella, em A felicidade de Margô 

A crônica publicada em janeiro de 2015 no site de Dráuzio retrata a realidade diária de diversas travestis e transexuais que são reprimidas e criminalizadas antes mesmo da vida adulta. Margô, a personagem principal, é mais uma dentre tantas que tentam a vida longe da prostituição mas sempre encontram empecilhos pelo caminho, sendo a violência o mais recorrente. No cinema, o texto ganhou vida com direção de Maurício Eça e roteiro do Paulo Garfunkel.

"Os textos do Dráuzio retratam cotidianos de personagens pouco abordados. O olhar dele é de humanizar, de achar algo vivo nessas trajetórias tortuosas. Isso sem dúvida é algo que seduz pra ser filmado", conta Mauricio Eça, diretor do longa.

O roteiro de A felicidade de Margô foi escrito especialmente para o edital da do Programa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Audiovisual no Polo do Brasil, que tem como missão o estímulo ao intercâmbio cultural. Vencedor, o filme está em seu último corte antes do lançamento ao público.  "Acreditei que teríamos uma chance boa chance de ganhar se tivéssemos uma história que mostrasse o Brasil em termos de realidade e cultura", diz a produtora executiva Silvia Prado, que teve a ideia de mandar o projeto.

Maria Clara Spinelli é quem interpreta Margô. A atriz, que é transexual, foi escolhida pensando na representatividade do papel. Para Silvia, "encontrar uma atriz trans era a opção ideal, porque suas histórias pessoais ajudariam a criar a base emocional para a construção da personagem".

O filme será lançado simultaneamente em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e TimorLeste. O Programa CPLP lança as bases para a difusão da produção audiovisual dos países de língua portuguesa no mercado mundial.

Vai lá: afelicidadedemargo.com

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