por Carol Ito
Tpm #176

A britânica Beccy McCray critica o consumismo com frases ácidas escritas com açúcar

Os bolos retratados pela artista britânica Beccy McCray criticam a ganância, o consumismo e o moralismo, com frases ácidas escritas com áçucar. Na série de cartazes Fat Kid Love Cake, criada em 2013, ela se inspira no espírito crítico do hip hop dos anos 80 e 90 e usa a comida como ferramenta de ativismo – o que ela chama de caketivism.

O nome da série faz referência a um verso da música “21 questions”, do rapper americano 50 Cent. “A comida é muito usada como uma metáfora do consumo no rap”, explica Beccy. “Nessa série eu uso os bolos de forma lúdica para acionar um ‘gatilho emocional’ nas pessoas e fazê-las refletir sobre a questões sociais.” 

Ela mesma cozinhou e fotografou os bolos inspirados em livros de confeitaria dos anos 70 e 80. “Foi difícil porque as luzes da câmera faziam o açúcar derreter!”, ri. “A comida aparece muito no meu trabalho. Amo o aspecto icônico e gráfico dos alimentos, especialmente o dos doces, e acho que usá-los na arte é uma forma divertida de criticar o consumo e as políticas da ganância.” 

A britânica, que ilustrou as colunas da edição de setembro da Trip, é formada em design pela London College of Communication e mora em Hastings, na costa sul do Reino Unido. Já realizou dezenas de exposições no país e entre suas obras estão instalações, performances e ilustrações.

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Com açúcar, com afeto
Beccy esteve no Brasil, em 2013, para uma residência artística na Rocinha, no Rio de Janeiro. Durante um mês, desenvolveu oficinas criativas com moradores da comunidade, de crianças a idosos. “Confeccionamos pipas com mensagens para enviar para o Reino Unido e um mapa em 3D da Rocinha usando objetos encontrados no lixo, por exemplo. Os projetos eram sobre fazer conexões.” 

Para a artista, levar a arte para um ambiente estigmatizado e marcado pela violência é como um “catalisador de mudanças”, a partir do momento em que as pessoas podem entrar em contato com outras visões de mundo. “Muitos associam as favelas à violência e ao tráfico de drogas. No entanto, a grande maioria dos moradores só deseja viver em paz. Eu queria discutir isso.”

Ela indicou à Tpm três artistas mulheres que fazem parte de seu caldeirão de referências e inspirações.

Sophie Calle (França)

"Conheci o trabalho conceitual dela antes da minha graduação em arte. Ela foi uma inspiração! Adorava como ela observava as ações cotidianas das pessoas, toda sua vida era uma espécie de projeto artístico."

 

Jenny Holzer (Estados Unidos)

"As mensagens tipográficas em suas instalações são muito poderosas. Amo como ela usa a luz."

 

Agathe Snow (Estados Unidos)

"Quando li uma entrevista dela alguns anos atrás pensei: ela é um pouco como eu! Agathe usa como referência rituais, festas e comidas em suas obras de arte."

Créditos

Imagem principal: Beccy McCray/Divulgação

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