A luta contra a invisibilidade do trabalho doméstico

Ela tinha apenas 9 anos quando começou a trabalhar como empregada doméstica. Hoje, aos 63, Luiza Batista dedica a vida a oferecer assistência para as mulheres que pertencem à categoria de profissionais mais numerosa do Brasil. Presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, seu trabalho envolve desde o simples aconselhamento até o acompanhamento de processos judiciais. “Mesmo sendo muito importante na organização da sociedade, o trabalho doméstico é invisibilizado porque, além de ser dentro de casa, é feito por mulheres em sua maioria negras e sem escolaridade”, diz. “Se considero a empregada como parte da família, por que não penso que ela merece ter os seus direitos respeitados para ter uma aposentadoria digna quando envelhecer? Temos que botar o dedo nessa ferida”.

Este ano, Luiza liderou o movimento de reivindicação pela quarentena remunerada para as trabalhadoras domésticas, representando e dando voz a mulheres sistematicamente silenciadas. “Fizemos lives que renderam cestas básicas e outros recursos, e lançamos a campanha ‘Cuida de quem te cuida! Deixe sua trabalhadora doméstica em casa com salário pago’, adotada por 2 mil empregadores”, conta. “Por ter vivido grandes injustiças, percebi que posso ajudar 7 milhões de mulheres a sofrer menos a discriminação”, diz.

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