Educação sem barreiras

Como educar crianças em situação de vulnerabilidade social? Essa foi a pergunta que a carioca Yvonne, 72 anos, fez depois de um doutorado na Sorbonne (França), em 1980, dedicado a entender o aprendizado de crianças que vivem em estado de guerra. “Elas têm bloqueio devido a estresse e traumas constantes, que provocam a perda da memória curta e a incapacidade de memorização”, explica. No Rio, ela identificou questões semelhantes e passou 13 anos dando aulas no que chama de “escola sem portas nem janelas”: a própria rua.

 

Batizada de Uerê-Mello, sua metodologia já ajudou mais de 7 mil crianças, capacitou cerca de 18 mil professores no Brasil e no exterior e vem auxiliando países europeus a lidarem com alunos refugiados. O método foi reconhecido pela Unesco como um dos seis melhores do mundo para ensinar crianças em zonas de risco.

Yvonne aplicou a metodologia que vinha desenvolvendo com sobreviventes da Chacina da Candelária, tragédia que presenciou em 1993. Tempos depois, decidiu abrir uma escola para os sobreviventes do episódio. Nascia, assim, o Projeto Uerê, uma escola com portas e janelas na Favela da Maré.

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