O que a vida quer da gente é coragem

Filho de um caminhoneiro e de uma dona de casa, Casagrande não teve tempo de concluir o segundo grau. Aos 17 anos, já era jogador de futebol profissional. Dois anos depois, tornou-se o homem-gol do Corinthians. Era o começo da década de 80, fase da mítica Democracia Corinthiana (movimento que defendia as eleições diretas em tempos de ditadura militar) e ele se transformou em símbolo político e esportivo.

 

Mas a vida guardava surpresas para Casagrande. Com o fim de sua bem-sucedida carreira no esporte, a cerveja, a maconha, a cocaína e tudo o que ele sempre achou que dominava o derrotaram. Depois de um longo processo de reabilitação, reconquistou as rédeas de sua história e, hoje, é das poucas personalidades que falam abertamente sobre o tema.

O comentarista lançou a biografia Casagrande e seus demônios, escrita pelo jornalista Gilvan Ribeiro, e participou da série Prisão química, exibida pelo Fantástico. “O acolhimento tem que vir do Estado para que as outras pessoas entendam que é disso que um dependente químico precisa”, diz Casagrande, um sujeito gigante, de 1,91 metro de altura, força e coragem.

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