Reescrevendo o Brasil

Uma das principais escritoras contemporâneas do Brasil, Conceição encontrou na literatura um caminho para promover a empatia. “Minha escrita é profundamente marcada pela minha posição de mulher negra na sociedade brasileira. Apesar dessa realidade muito específica, minha literatura tem a força de provocar brancos, negros, jovens, mulheres e homens. Isso me emociona muito”, diz. Aos 72 anos, ela publicou mais de dez livros, todos fundamentais para promover a temática negra e combater o racismo estrutural no Brasil.

Conceição descobriu o gosto pela escrita na infância pobre em Belo Horizonte. “Meu primeiro contato com a literatura foi por meio da oralidade. Minha mãe, que não tinha nem o primário completo, inventava muitas histórias para a gente [ela e os nove irmãos]”, conta. Ainda jovem, Conceição teve que conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, e, tempos depois, se tornou professora e doutora em literatura. Apesar de escrever desde a adolescência, foi só aos 44 anos que publicou seus primeiros textos, graças ao coletivo Quilombhoje. Em 2015, ganhou um prêmio Jabuti por Olhos d’água e, neste ano, será homenageada como “personalidade literária do ano” na cerimônia de entrega do mesmo prêmio.

 

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