Socioambiental em foco

Para o piauiense de 39 anos, preservar o modo de vida de comunidades tradicionais – quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco, por exemplo – é também cuidar do meio ambiente. “Essas pessoas têm uma relação forte com a natureza e a noção de que é preciso preservar rios, nascentes e plantar sem o veneno que contamina o solo e a água”, explica.

Altamiran trabalha para evitar que grupos como esses sejam expulsos de suas terras, enfrentando a grilagem e o avanço do agronegócio no Nordeste do Brasil. Ele atua há oito anos como coordenador da Pastoral da Terra e há seis tem dedicado esforços à Matopiba, área que abrange partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e é conhecida como a “última fronteira agrícola” do país. No ano passado, chegou a denunciar grileiros que agem na região ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. “Os confrontos agrários estavam se acirrando cada vez mais”, conta. “A terra está na mira de empresas e grandes fazendeiros.” No país que lidera o ranking de assassinatos de ambientalistas – foram 57 em 2017, segundo o relatório da ONG britânica Global Witness –, ele conta que recebe ameaças constantes, mas segue na defesa dos mais vulneráveis.

 

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