Quando a falta d’água vira arte
''Fazer arte dá uma responsabilidade grande, permite falar com muita gente e ajuda a formar a opinião das pessoas'
Por Camila Eiroa
em 13 de maio de 2015
Três artistas usaram a crise hídrica em São Paulo para criar obras de arte. Inspiração? Talvez a palavra certa seja indignação. Afinal, como indaga o grafiteiro Zezão pra gente: “quem um dia diria que ia faltar água na cidade”?
Ele, Daniel Murgel e Mauro compõem a exposição Não confie na sorte, pense, que traz objetos retirados das represas e também intervenções urbanas como a pintura das pilastras secas da Cantareira.
Mauro conta para o TripTV que a sua relação com as represas vem desde sempre, já que morava próximo à Billings. Para ele, “fazer arte dá uma responsabilidade grande, permite falar com muita gente e ajuda a formar a opinião das pessoas”.
Já Zezão, grafiteiro desde a década de 90, quando o movimento era ainda bastante marginalizado, começou seu trabalho em galerias subterrâneas abandonadas e teve um contato bem próximo com o Rio Tietê – escorregou e caiu (literamente) na água suja. Para ele, “tocar na ferida da água” é importante, assim como outras questões sociais.
“O que se fala é que o cidadão tem que controlar seu consumo de água, quando sabemos que quem mais disperdiça não é o cidadão. O que está acontecendo é uma transferência de responsabilidade”, provoca Mauro.
Assista a reportagem completa no player acima.
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