apresentado por Roche

Números impressionantes, histórias emocionantes e informação de verdade. Assim foi o encontro sobre câncer de mama, promovido pela Roche Farma e revista Tpm

"A cada 24 segundos, uma mulher recebe o diagnóstico, e a cada 69 segundos uma mulher morre de câncer de mama no mundo. No Brasil, são 165 mulheres diagnosticadas por dia." Esses números reais, desconhecidos e impressionantes, abriram o encontro promovido pela Roche Farma em parceria com a revista Tpm sobre câncer de mama. Conduzido pela apresentadora Sarah Oliveira, o bate-papo teve a presença de mulheres que lidam – ou já lidaram – com a doença, seja pela carreira que escolheram, seja por já terem enfrentado o diagnóstico, cuja taxa de cura chega a 98% se descoberto em estágio inicial.

Cuidado: fake news

A psico-oncologista Luciana Holtz, fundadora do instituto Oncoguia, contou um pouco sobre seu trabalho no instituto, que nasceu para trazer informação de qualidade para quem passa por qualquer tipo de câncer e seus familiares. No encontro, ela levou informações e alertas de quem tem muita experiência no assunto: "Não tenham medo do câncer. Tá certo, o câncer ainda é aterrorizante, mas isso tudo mudou. Existe, sim, um mundo do câncer que mostra mulheres curadas, pessoas que recebem o diagnóstico e ainda vivem dez, 15 anos com qualidade de vida", disse.

Luciana alertou ainda para um fato assustador, as fake news relacionadas à saúde: "Não fosse a experiência do câncer dolorosa por si só, muitas mulheres lidam com as famosas fake news até mesmo quando o assunto é médico. É preciso quebrar as barreiras de desinformação, preconceito e medo". Para ela, ter alguém por perto durante o tratamento faz toda a diferença. Acolhimento e companhia, inclusive, foram palavras que permearam a noite.

Não tenha medo

A jornalista Joyce Pascowitch, outra convidada da noite, subiu no palco para uma conversa mais intimista e ressaltou a importância do apoio familiar e de amigos no cuidado de mulheres que estão passando por esse processo. Ao se lembrar da época em que enfrentou a doença, fez o alerta: "Parece besteira, mas sempre peçam para o médico dar uma olhadinha a mais. Isso é muito importante!".

Joyce confessou ainda que seus piores momentos do câncer foram os que antecederam o tratamento e a cirurgia. "O diagnóstico é um susto, mas uma vez que você já operou e fez o tratamento, parece que tudo clareia", contou. "Acho que o descontrole emocional num primeiro momento é muito maior que a dor física. Durante todo o meu tratamento, nunca achei que fosse morrer. Já achei que fosse morrer em um avião chacoalhando, por exemplo, mas nunca pensei isso durante o tratamento", comparou.

Mexa-se!

Joyce contou ainda que a rotina frequente de exercícios e o gosto pelo trabalho foram grandes aliados em sua recuperação, mas, mais do que isso, a espiritualidade também foi importante. "Eu chamo de espiritualidade, mas basta ter conexão com alguma coisa. Isso me ajudou muito", refletiu.

Outra convidada do evento, a oncologista do hospital Beneficência Portuguesa, Débora Gagliato, aproveitou a fala da jornalista para defender a importância de atividades físicas e mentais na vida das mulheres com câncer: "Além de fazer as mulheres se sentirem melhor, as atividades ajudam a atenuar os efeitos colaterais da quimioterapia. Por tudo isso, o mito de que um paciente com câncer não pode ter esforço físico não deve ser propagado", disse.

De volta à vida

O encontro contou ainda com a presença da empresária Graça Bonfim, que fundou o Monnali Ateliê, uma marca de lingeries para mulheres mastectomizadas, e também o Empreender com Câncer, projeto para reinserir mulheres em tratamento no mercado de trabalho.

Graça contou que o Empreender com Câncer nasceu de uma triste realidade: a das mulheres que são abandonadas por seus maridos durante o tratamento, deixando-as em situação de total vulnerabilidade. "É uma forma de empoderar essas mulheres com geração de renda. Desenvolvemos um plano estratégico, através de uma consultoria individual com mulheres para saber suas aptidões e o que elas podem fazer no mercado de trabalho. Não adianta empoderar a mulher só com uma lingerie bonita, temos que empoderá-las como pessoas também", afirmou.

BR/NCOM/1118/0143

Créditos

Imagem principal: Mariana Pekin

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