por: A+ Medicina Diagnóstica

Tudo interligado

apresentado por A+ Medicina Diagnóstica

Qual a relação entre a vida moderna, o lugar da mulher na sociedade e seus problemas de saúde? Conversamos com especialistas que participaram da Casa Tpm para descobrir

Mulheres estão no mercado de trabalho, disputando espaço na sociedade de igual para igual e dando conta de tudo em casa. Mulheres estão em todos os lugares. Que bom. Mas alguns problemas pedem atenção. Alcançamos o número de infarto dos homens, morremos mais de AVCs e sofremos mais de depressão e ansiedade. 

Hoje, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 42% das pessoas que infartam e morrem no Brasil são mulheres. Já segundo a OMS, somos mais suscetíveis a quadros depressivos. Os dados provocam uma reflexão sobre como nos adequamos e nos encaixamos num mercado de trabalho e estilo de vida predominantemente masculino, sem deixar de lado obrigações que historicamente sempre foram associadas às mulheres. 

Entender o que tudo isso pode causar à saúde da mulher moderna ajuda a não negligenciar cuidados que poderiam —  e deveriam —  ser básicos. "Ganhamos doenças relacionadas ao estresse e postergamos o cuidar. O nosso, né? Porque estamos sempre cuidando dos outros e com medo de perder o emprego, de não conseguir prover nossa família ou de ficar para trás", ponderou a dr.a Flávia Barbosa, médica endocrinologista.

Ela esteve presente na última Casa Tpm ao lado da psicóloga cognitivo comportamental Márcia Ruas para falar sobre os tantos desequilíbrios que carregamos na modernidade. O talk, oferecido por a+ medicina diagnóstica, permitiu que a plateia colocasse para fora suas dúvidas e também compartilhasse suas vivências. "Para poder cuidar dos outros com qualidade, precisamos primeiro cuidar bem da gente", refletiu a dr.a Márcia.

Na idade reprodutiva, segundo a dr.a Flávia, as doenças que mais acometem mulheres são as sexualmente transmissíveis, as infecções urinárias de repetição, a endometriose e o ovário policístico. Já nas que estão no período pré ou pós-menopausa, a hipertensão, a doença cardiovascular e o risco de infarto marcam presença. Além, é claro, do câncer de mama, motivo de atenção para aquelas que já têm predisposição familiar. 

"No entanto, o que está presente em todas as faixas etárias e acomete mais pessoas do sexo feminino por fatores fisiológicos são as doenças tireoidianas. É cerca de oito vezes mais comum em mulheres e está cada vez mais presente em nossa rotina. Quando falamos tireoide, pensamos automaticamente no sexo feminino", disse a endocrinologista. Não há resposta certa para isso, mas há questionamentos que ajudam a investigar sua origem.

Quem nasceu primeiro?

Tabagismo, estresse, emoções e alimentação influenciam no mau funcionamento dessa glândula, que fica localizada na região do pescoço. Como brinca dr.a Flávia, é nossa gravata borboleta. Segundo ela, a doença tireoidiana e o estresse têm uma relação muito próxima, por mais que não seja uma associação habitual. Muitas mulheres, inclusive, chegam a um consultório psicológico com a queixa de depressão ou ansiedade e são encaminhadas para um endocrinologista.

"Sabemos que as emoções podem desregular a tireoide, mas o que não lembramos é que a tireóide também desregula as emoções. Vamos desmistificar isso? Hoje em dia, a psicologia trata muitos sintomas ligados a doenças normais do dia a dia, como um problema ginecológico, uma gestação difícil e também as doenças tireoidianas", destacou a psicóloga.

Para ela, podemos traçar um paralelo entre o aumento das doenças de caráter emocional e uma negligência com a nossa saúde física. "Trabalhar com outros médicos me permite entender com o que exatamente o paciente não está conseguindo lidar naquele momento. Tanto a depressão comum, como a ocasionada por outra doença, têm sintomas muito tênues e muito ligados a uma causa física. Sem tratar o conjunto, não conseguimos evoluir", disse.

Muitas vezes os sintomas tireoidianos são inespecíficos. Um cansaço justificado pelo excesso de trabalho, uma ansiedade justificada pelo excesso de responsabilidade e uma indisposição justificada pela falta de interesse no trabalho. Tudo isso pode ser sintoma de hipotireoidismo, disfunção na qual a glândula não produz a quantidade de hormônios o suficiente. "A tireoide controla nosso humor, nossa temperatura e aumenta a atividade do nosso cérebro. Por isso, 30% das pessoas que têm hipotireoidismo têm sintomas depressivos", alerta a endocrinologista. 

Motivo de orgulho

Segundo a dr.a Flávia, de 8% a 12% das mulheres no mundo têm doenças tireoidianas. Em uma faixa etária de 35 a 40 anos, de 9% a 10% das mulheres têm hipotireoidismo. Acima dos 60 anos, a porcentagem vai a 20%. Embora tenhamos, sim, mais propensão a esses desequilíbrios, ainda somos as que mais procuram médicos e tratamentos quando comparado com o público masculino.

"É mais difícil diagnosticar os homens porque eles, em sua maioria, não procuram ajuda quando estão com depressão, por exemplo. Muitos ainda repetem aquele pensamento antigo de que é uma doença de gente fraca, de quem não tem com o que ocupar a cabeça. Com as doenças físicas não é diferente, também há uma grande omissão por parte desse público", frisa a psicóloga Márcia. 

Para a dr.a Flávia, ter um diagnóstico precoce, de qualquer doença, torna mais fácil o tratamento. "A gente não precisa ter medo de ir ao médico. As pessoas estão deixando de ir porque se autodiagnosticam, veem os exames antes do próprio profissional da saúde. E o medo pode ser do diagnóstico, mas também de faltar no emprego, por exemplo. Além disso, a prevenção deve ser multidisciplinar. Estar em dia com as atividades físicas e com a alimentação, além dos exames, é motivo de orgulho."

Créditos

Imagem principal: Zé Proença

Texto: Camila Eiroa

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