Não só mais um cara

Artistas que sobem ao palco no Tributo a Cazuza falam sobre a importância do cantor para a música e suas carreiras

por Camila Eiroa em

Trip Transformadores / Diversidade / Comportamento / Música / Cazuza

Sábado, dia 25 de agosto, acontece no parque Villa-Lobos (SP) o show Tributo a Cazuza, marcando a primeira etapa do Trip Transformadores 2018. No time que sobe ao palco para homenagear o cantor estão Guizado, Karol Conka, Otto, Karina Buhr, Paulo Ricardo, Mahmundi, Leo Jaime, Supla e Sergio Guizé. Durante a apresentação, eles revezam o microfone e os sucessos que marcaram gerações.

Ao contrário do que Cazuza cantava em O tempo não para, ele não é só mais um cara. Com suas composições que mostravam o descontentamento com o que acontecia na sociedade e denunciavam, também, seu romantismo e boemia, ele deixou um verdadeiro legado para a música brasileira. Ao site do Trip Transformadores, os artistas que compõem o elenco do tributo falam sobre a importância do cantor.

Karina Buhr durante ensaio para o Tributo a Cazuza - Crédito: Fernando Martins

"A música dele representa muito isso de falar o que se quer e do jeito que se quer. Sempre vejo uma liberdade muito grande na figura dele." Karina Buhr

"Cazuza e eu nos ajudamos muito quando a vida era um misto de sonhos e incertezas. Nossa história estará sempre unida. Fico feliz em poder homenagear esse maravilhoso artista cuja obra eu fui o primeiro a conhecer e aplaudir." Leo Jaime

Otto durante ensaio para o Tributo a Cazuza - Crédito: Fernando Martins

"Cazuza era moderno, tinha visão aberta. Um cara que hoje em dia faz falta no mundo. É um dos meus maiores ídolos e com certeza foi o cara que mais me transformou, limpou em mim muitos tabus machistas." Otto

"Quando eu era novinha, via nele uma rebeldia muito carinhosa. Cazuza tinha ideias libertárias, mas muito conscientes. Admiro muito essas pessoas que têm personalidade forte. Faz parte do artista não se enquadrar em padrões, mas se comunicar com o todo." Mahmundi

Supla com a banda que toca no Tributo a Cazuza - Crédito: Fernando Martins

"O que eu mais gostava no Cazuza era o espírito anárquico dele, de liberdade, de falar o que quisesse sem moralismo. Me atraía também o carisma que ele tinha com as pessoas." Supla

Leia também: Playlist com sucessos que serão tocados no Show Tributo a Cazuza, dia 25 de agosto, no parque Villa-Lobos

"Cazuza representa, pra mim, liberdade artística. Ele foi cometa luminoso que passou pela terra e deixou uma obra poderosa, que nos emociona e influencia até hoje. É uma honra poder participar dessa homenagem." Sergio Guizé

O trompetista Guizado faz a produção musical do Tributo - Crédito: Fernando Martins

"Descobrir Cazuza e o Barão Vermelho foi uma verdadeira explosão, levando em consideração tudo que isso representava na época: contestação política, romantismo, boemia. Com o passar do tempo, na carreira solo, Cazuza mostrou realmente ser um artista especial, me surpreendendo cada vez mais." Guizado

A banda é composta por: Alle Alencar e Régis Damasceno nas guitarras, Meno Del Picchia no baixo, Zé Ruivo nos teclados e Richard Ribeiro na bateria.

Alle Alencar na guitarra e Meno Del Picchia no baixo - Crédito: Fernando Martins

Além do show, o evento ainda conta com uma aula de ioga aberta com a instrutora Aline Fernandes, cinema e a apresentação dos dez homenageados pelo prêmio este ano. Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, é uma delas. Em 1990, depois da morte do filho, ela se juntou ao marido, amigos e médicos para fundar a Sociedade Viva Cazuza, instituição que ampara crianças, jovens e adultos com HIV.

Vai lá: Show Tributo a Cazuza
Quando: 25 de agosto, aula de ioga às 10h, show às 15h e cinema o dia todo.
Onde: Anfiteatro do Parque Villa-Lobos
http://bit.ly/cazuza_transformadores

 

Créditos

Imagem principal: Fernando Martins

Arquivado em: Trip Transformadores / Diversidade / Comportamento / Música / Cazuza