por Nathalia Zaccaro

Em novo disco, a baiana se afasta do rótulo de cantora de MPB e investe na linguagem eletrônica

No último ano, Marcia Castro sentiu que suas emoções estavam dentro de um liquidificador. Terminou um casamento de dez anos, apaixonou-se de novo, redescobriu sua sexualidade. "Foi um turbilhão de sensações. Toda essa loucura resultou no disco novo, que tem uma energia sensual superforte e marca minha mudança de estilo musical de forma absoluta", explica a cantora. Lançado hoje (20), o álbum Treta ecoa as primeiras aventuras de Marcia nesta nova fase.

A cena de música eletrônica da Bahia, estado natal da cantora, foi uma inspiração para os arranjos de Treta. Num mix de influências, como o black music, o trap, o axé e o soudsystem, Marcia se jogou sem medo. "Nunca tinha feito nada assim. Eu era uma cantora de MPB e agora estou nesse lugar pop, cheio de beats."

A direção criativa do projeto é do ítalo-brasileiro Giovanni Bianco, que assina trabalhos com grandes marcas, como Givenchy e Versace, e estrelas como Madonna. "Foi uma das experiências mais incríveis que já tive. Ele tem um olhar certeiro e uma linguagem moderna que era exatamente o que eu estava buscando", conta Marcia.

O disco saiu pelo selo Joia Rara, do DJ Zé Pedro, que direciona seu olhar para artistas da cena nacional independente, como Alice Caymmi, Iara Rennó e Mãeana. “Fiquei muito impressionado com esse trabalho dela, uma mistura de várias coisas, dá para ver de Psirico a Rihanna”, conta Zé, que dirigiu o clipe da faixa Baba no Quiabo.

"Foi minha primeira experiência como diretor de videoclipes e fiquei feliz com o resultado. Meu próximo lançamento será com Bebel Gilberto. Gravamos um plano-sequência em um rooftop de Nova York para uma versão da música Creep, do Radiohead."

O show de lançamento de Treta rola dia 21 de novembro, na Casa Natura Musical, em São Paulo. Dá o play:

Créditos

Imagem principal: Gui Paganini/Divulgação

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