As tretas de Marcia Castro
Em novo disco, a baiana se afasta do rótulo de cantora de MPB e investe na linguagem eletrônica
Créditos: Gui Paganini/Divulgação
Por Nathalia Zaccaro
em 20 de outubro de 2017
No último ano, Marcia Castro sentiu que suas emoções estavam dentro de um liquidificador. Terminou um casamento de dez anos, apaixonou-se de novo, redescobriu sua sexualidade. “Foi um turbilhão de sensações. Toda essa loucura resultou no disco novo, que tem uma energia sensual superforte e marca minha mudança de estilo musical de forma absoluta”, explica a cantora. Lançado hoje (20), o álbum Treta ecoa as primeiras aventuras de Marcia nesta nova fase.

A cena de música eletrônica da Bahia, estado natal da cantora, foi uma inspiração para os arranjos de Treta. Num mix de influências, como o black music, o trap, o axé e o soudsystem, Marcia se jogou sem medo. “Nunca tinha feito nada assim. Eu era uma cantora de MPB e agora estou nesse lugar pop, cheio de beats.”
A direção criativa do projeto é do ítalo-brasileiro Giovanni Bianco, que assina trabalhos com grandes marcas, como Givenchy e Versace, e estrelas como Madonna. “Foi uma das experiências mais incríveis que já tive. Ele tem um olhar certeiro e uma linguagem moderna que era exatamente o que eu estava buscando”, conta Marcia.

O disco saiu pelo selo Joia Rara, do DJ Zé Pedro, que direciona seu olhar para artistas da cena nacional independente, como Alice Caymmi, Iara Rennó e Mãeana. “Fiquei muito impressionado com esse trabalho dela, uma mistura de várias coisas, dá para ver de Psirico a Rihanna”, conta Zé, que dirigiu o clipe da faixa Baba no Quiabo.
“Foi minha primeira experiência como diretor de videoclipes e fiquei feliz com o resultado. Meu próximo lançamento será com Bebel Gilberto. Gravamos um plano-sequência em um rooftop de Nova York para uma versão da música Creep, do Radiohead.”
O show de lançamento de Treta rola dia 21 de novembro, na Casa Natura Musical, em São Paulo. Dá o play:
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