por Gustavo Galo

O vocalista do grupo fala sobre o terceiro CD, que você pode ouvir aqui no site da Tpm

Presente é um CD diferente dos anteriores, sobretudo no modo como trabalhamos coletivamente. Neste disco, o número de compositores, de parcerias e de gente cantando aumentou. Sempre trabalhamos muito coletivamente na produção dos arranjos. Para mim, essa é a grande singularidade da banda. Agora esse trabalho foi além. Cada um esteve mais presente também na construção da canção, com propostas ricas e surpreendentes.

Somado a isso, acho que Presente é um trabalho que explicita a ampliação dos parceiros da Trupe. Sempre fomos identificados a uma determinada "cena" de São Paulo, mas nos últimos tempos nos aproximamos muito de artistas de outros lugares, por isso decidimos abrir o percurso do álbum com Jovem-tirano-príncipe-besta criação de Negro Leo, compositor maranhense radicado no Rio de Janeiro. Por fim, acredito que fizemos um som quente, pop, no que há de mais experimental nessa designação.

No meio do percurso perdemos um grande amigo e integrante da banda, Rayray Galvão. Mesmo ausente, o Ray marcou intensa e afetivamente a produção desse disco. A morte do Ray, o nascimento da Dora (filha do Rafael Werblowski) e da Amora (filha do Guto Nogueira) marcaram o intervalo entre Nave Manha e Presente. O melhor de fazer parte da Trupe é que quase com a mesma formação garanto que não somos os mesmos de antes. Estamos em movimento. Chegamos nesse terceiro trabalho bem transformados pelos acontecimentos da vida.

Ouça abaixo:

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