A pobreza é sexista

Meryl Streep, Beyoncé, Michelle Obama e Malala Yousafzai assinam petição pelos direitos das mulheres pobres. Porque ser mulher e pobre é pior ainda

por Ana Luisa Abdalla em

Tpm / Ativismo

A ONE, uma organização internacional fundada para combater a extrema pobreza e ajudar na prevenção de doenças, principalmente em países africanos, lançou, em março deste ano, a campanha Poverty is Sexist (Pobreza é Sexista). A ideia é mostrar como ser pobre e, portanto, ter menos poder de consumo prejudica muito mais as mulheres. “Garotas e mulheres dos países pobres sofrem um golpe duplo”, diz à Tpm Tamira Gunzburg, uma das diretoras da campanha. Leia trecho da entrevista.

Como funciona a campanha? Um dos elementos-chave é a petição endereçada aos líderes mundiais. Pedimos que coloquem os direitos de mulheres no coração de seus planos de desenvolvimento. Mais de 1 milhão de pessoas já assinaram, entre elas Meryl Streep, Beyoncé, Lady Gaga, Michelle Obama e Malala Yousafzai. Já a entregamos para a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Por que ser pobre é mais cruel para as mulheres? Pobreza e desigualdade de gênero andam de mãos dadas. A reportagem feita pela campanha mostra que em muitos países mulheres recebem salários até 30% menores que os homens. Elas também representam 64% dos analfabetos no mundo e têm 45% menos acesso à internet.

Qual a relação entre dinheiro, poder e autonomia? Incentivar as condições e possibilidades para mulheres pode ajudar significativamente o mundo econômico. Por exemplo, cada ano que uma garota passa na escola potencializa sua renda futura entre 10% e 20%.

 

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