A força de Ivete

O poder da Ivete Sangalo em cima do palco ou, como dizem por aqui, “Ibetchí”.

por Ana Manfrinatto em

Pertinho da Ibêtchí]</center> </center><p >Já que a <a href="../../../blogs/redacao/2012/11/05/ivete-sangalo-na-tpm.html" target="_blank">capa </a>da TPM de novembro é a Ivete Sangalo, resolvi contar um causo. Agosto de 2012, Ivetão volta pra Argentina depois de onze anos. Ingressos (caros) esgotados. A galera dos fã-clubes (sim, ela tem mais de um por aqui) alvoroçada e a casa de shows, o Luna Park, explodindo com quase dez mil pessoas. <br /><br />E eu, que não sou fã da Ivete, ganhei dois ingressos pro show. Num primeiro momento pensei em dar de presente pra uma amiga que é MUITO fã. Mas como boa fã, ela já tava com as entradas compradas há tempos. Mais: a irmã e a prima viriam do Rio de Janeiro exclusivamente para o evento – até no Madison Square Garden elas foram ver a Ivete.<br /><br />Então eu pensei “cara, embora não curta axé a mina é uma puta artista, vou conhecer uma música ou outra e vou dançar muito”. <br /><br />Dito e feito!<br /><br />Pude ver de perto voz, energia e carisma dessa mulher e entender o motivo pelo qual ela faz tanto sucesso Bahia, Brasil e mundo afora. As músicas? Acabou que eu conhecia bem mais de uma e confesso ter me surpreendido quando ela começou a cantar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=u7ZKZb7G_4M" target="_blank">Minha pequena Eva</a>. Sabe-se lá como eu sabia a letra inteirinha e achei emocionante pra caralho.<br /><br />Isso sem falar dos músicos, dos bailarinos, da produção. Enfim, dancei até não poder mais e saí de lá toda pingando sendo que era pleno inverno. E o mais importante: sem ter me deixado afetar por qualquer tipo de fundamentalismo ou preconceito. Não me vejo comprando um CD da Ivete e escutando em casa. Mas não posso negar “a força de Ivete” que é capa dessa TPM e agradecer por ter me divertido muito no show da Ibêtchí – é assim que os hermanos pronuncian o nome dela <3<br /><br /><br />[IMAGE=../../../_lib/common/imgCrop.php?params=img-9327.JPG_._450_._600; CREDITS=; LEGEND= - Crédito: Ana Manfrinatto



Antes de terminar, uma última historinha.

Ivetão começou o show vestindo um terninho branco. Quando ela fez a tão esperada troca de roupa, voltou com um vestido mais curto do que o meu dinheiro no fim do mês e a famosa pernona dela de fora. Total e completamente afetada pelo padrão argentino de magreza, virei pra minha amiga Ciana e disse “mano, a Ivete tá gorda, né?”.

Mas um segundo depois eu lembrei que a Ivete é, na verdade, uma puta gostosa e que tem um puta pernão. Enfim, tudo isso pra dizer que uma perna cobiçada na Argentina é um par de gambitos. Já escrevi algumas vezes sobre a obsessão das argentinas com o corpo e a dificuldade de comprar roupa por aqui. Pra ler, clique aqui.

P.s.: Na foto, da esquerda para a direita, minha amiga Ciana, eu e Jaqueline Dutra que, além de ser uma querida, é uma brasileira celebrity. Ela tá radicada há 16 anos na Argentina, onde trabalha como modelo, e é ex-mulher do jorgador Martin Palermo - meu namorado chorou litros quando ele foi embora do Boca Juniors, cês lembram?

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