por Luiz Filipe Tavares

A fotógrafa brasileira que já fez mais de 80 ensaios sensuais para o site Suicide Girls

Ela descobriu na faculdade a paixão pela fotografia. E pouco tempo depois descobriu sua vocação. A brasileira Andrea Lavezzaro, hoje com 30 anos, deixou a faculdade de moda para trás para perseguir seu sonho profissional. Começou a clicar ensaios sensuais em 2005 e hoje é a única fotógrafa brasileira no time do site Suicide Girls, especializado em ensaios de garotas tatuadas, com piercings e cabelos coloridos.

Hoje residindo na Europa, ela divide seu tempo entre Berlim e Londres. “Eu queria mesmo era morar na Alemanha e ser paga na Inglaterra”, brinca. “Mas não sinto falta do Brasil. Já estou bem acostumada com a Europa e adoro morar lá. Cada vez que eu volto para São Paulo eu me espanto com como a cidade é cara. Berlim é mais barato até do que São Bernardo do Campo, que é onde minha família mora.”

Quando Berlim era apenas um sonho, uma amiga que sabia sobre seu interesse em fotografia pediu para ser fotografada em um ensaio sensual, ideia de cara rejeitada por Andrea. “Eu não queria fazer as fotos de jeito nenhum. Achava que ensaios sensuais eram uma forma de pornografia e não me sentia confortável. Tanto é que nos primeiros que eu fiz, me esforçava ao máximo para não mostrar quase nada das meninas. Foi com o tempo e com os resultados positivos que eu fui entendendo como fazer fotos legais de meninas nuas.”

Hoje certa de que essa é sua grande paixão na fotografia ela passou seis meses do ano passado mergulhada em seu maior projeto até hoje: seu primeiro livro. Lançado de forma independente em 12/12/12, a primeira edição da compilação de fotos que leva seu nome é o pequeno orgulho da fotógrafa, que pode ser comprado em seu site oficial.

Os efeitos

O impacto do trabalho com dezenas de modelos e não-modelos pode ser sentido também na visão geral que a fotógrafa tem sobre as mulheres. Após vencer a vergonha de fazer os primeiros ensaios sensuais, Andrea aprendeu muito sobre o corpo feminino e sobre si mesma. Foi como uma liberação que só apareceu na sua vida graças à imensa variedade de meninas que já posaram perante as lentes de suas câmeras.

 

“Fotografar mulheres me fez mudar totalmente a forma como eu pensava corpos femininos e ajudou a me fazer aceitar melhor o meu próprio corpo"

 

“Fotografar mulheres me fez mudar totalmente a forma como eu pensava corpos femininos e ajudou a me fazer aceitar melhor o meu próprio corpo”, alertou. “Quando você tem contato com vários corpos você vê bem a diferença entre eles e como é divertida essa variedade. Cada uma tem o seu jeito e não existe esse ideal de corpo perfeito. Foi essencial para mim.”

Essa libertação permitiu a Andrea cruzar a linha de seu obturador e posar do outro lado da lente como modelo para o mesmo Suicide Girls. No ensaio onde ela se revelou também uma bela modelo, porém, ninguém teve o gostinho de dar a ela um pouco de seu próprio remédio.

“Cheguei a fazer um ensaio para o Suicide Girls como modelo em 2008, só que não deixei ninguém me fotografar”, ela ri, apreciando a ironia da fotógrafa de nus que não quer ser clicada nua. “Eu quis entender melhor como as meninas passam por isso mas nunca quis que ninguém me fotografasse. Tenho a vaidade de aparecer nua, mas me conheço e quero fazer minhas próprias fotos. Vez ou outra eu faço alguns autoretratos meus e gosto bastante deles também.”

Vai lá: www.lavezzaro.com
www.suicidegirls.com/girls/Lavezzaro/photography

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