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Nanda Costa

A Soraia da novela das 8, Viver a Vida, revela o que Maradona não quis ver
13.04.2010 | Texto: Kátia Lessa | Fotos: >J.R. Duran

Na pele da Soraia na novela Viver a vida, Nanda Costa disputa a atenção de Maradona com a prima Dorinha. Conheça os atributos que vão acabar de vez com as dúvidas do argentino

Estavam ali perdidas naqueles cachos, no olhar ligeiro, no mordiscar de lábios fogoso, todas as mulheres de Jorge Amado. A ginga de Gabriela, a ousadia de Dona Flor, o rebolado e o sorriso farto de Tieta (a do Agreste). Nanda Costa, 23 anos, nunca interpretou nenhuma delas, mas desde cedo sabe aonde quer chegar. “Quero ser uma das mulheres de Jorge, quero fazer um filme do Almodóvar. Gosto de mulheres fortes, passionais”, manda a garota de Paraty (RJ), que não deixa o sucesso rápido e a fama que veio no pacote atrapalhar o cotidiano.

“Adoro frequentar os barzinhos da Lapa, adoro sair pra dançar, faço sarau para os amigos, toco violão, vida normal. Não sou do tipo que acha que só pode sair na rua de maquiagem só porque estou na novela das oito”, revela. As escolhas das personagens de Jorge não são em vão. Consciente de seu poder de sedução, ela acha que essas mulheres sanguíneas cabem exatamente no molde de 1,65 m esculpido com capricho, onde mora uma alma de artista inquieta e determinada.

Depois de uma chance na novela Cobras e lagartos, ela conseguiu um contrato com a Globo e foi direto para a novela das oito. Soraia, sua personagem em Viver a vida, cresce a cada capítulo. Em um ano, ela participou de cinco longas e interpretou Dolores Duran no especial de TV Por toda minha vida. Muito cedo, a garota provou ser mais do que um rostinho lindo e conquistou o reconhecimento da crítica ao receber o prêmio de melhor atriz no Festival do Rio em 2009 por Sonhos roubados, que estreia neste abril. Só mesmo Maradona para esnobar tanto talento. Resista, se puder.

 

"Sou tão romântica que tenho até medo de sufocar. Preparo comidinha, toco música no violão pra ele..."


O Maradona é um cara mais velho. Já se relacionou com um coroa?
Nunca, mas não tenho preconceito. Gosto de ser surpreendida, do homem que tira um rótulo da minha cabeça. De achar que não gosto de certo tipo, e o cara me provar o contrário.

Mas tem algum tipo preferido?
Me sinto atraída pelos sensíveis. Só não pode ser controlador. Meu namorado é perfeito. Nos conhecemos na infância, em Paraty, e nos reencontramos agora, dez anos depois.

Você é romântica?
Sou tão romântica que tenho até medo de sufocar. Preparo comidinha, toco música no violão pra ele...

Você é muito assediada na rua?
Agora sim. Os homens gritam: “Tá dando em cima do Maradona, hein!”. E eu respondo: “É... a Soraia tá fogo”, pra mostrar bem que é a personagem, e não eu.

Você se acha sedutora?
Sei exatamente onde fica minha caixinha da sedução. Assim como sei onde ficam as outras emoções. Sou atriz, preciso saber controlar tudo pra usar quando a personagem pedir. Na vida real, minha arma é um bom olhar, seguido de um sorriso. Comigo o que funciona é a segurança. Uma pessoa segura pode ser muito sedutora.

Qual a sua parte do corpo irresistível?
A boca. Pelo menos é o que dizem... Cuido bastante do cabelo também. Mas sou tipo vaidosa despojada. Daquele tipo que se arruma, arruma para parecer não muito arrumada.

Qual foi a primeira vez que você se sentiu desejada?
Demorou. Eu era muito moleca quando criança, jogava futebol. Meus amigos de Paraty me tratavam como “brother”. Eu gostava de um menino e ele falava de outras meninas pra mim. “Nossa, como ela está gata hoje, né?” Eu chegava em casa e chorava.

Hoje esses caras devem estar sofrendo...
Saí de Paraty aos 14 anos para estudar teatro em São Paulo. Morei com uma tia e corria no parque do Ibirapuera toda manhã. Depois de um tempo, até arrumava o cabelo especialmente pra voltar para Paraty. Queria me sentir linda, pô! Eles me esnobaram a infância inteira.

Funcionava?
Funcionava... Eles olhavam e eu pensava: “Tô gata, tô gata! Baba baby!”.

Com 14 anos de idade, sem os pais em São Paulo, prestou?
Logo que vim morar com a minha tia, ela sofreu um acidente de carro e morreu. Fui parar num pensionato de freiras. Estudava, fazia curso do Wolf Maia das 7 às 11 da noite e corria como uma louca para entrar antes de as freiras fecharem o portão.

Já aconteceu de ficar pra fora?
Sim, e eu dormia na casa de uma amiga. Eu tinha vergonha de dizer que morava no pensionato, então dizia que era uma república. O povo do teatro saía pra tomar um chopinho depois da aula e eu nunca pude ir, inventava desculpa. Eles não entendiam nada. Não tinha vida social, era só a aula.

Você dedicou o prêmio de melhor atriz no Festival do Rio ao seu avô. Ele era seu fã?
Ele dizia que eu ia ganhar o Oscar. Quando eu fiz Dolores Duran, ele fez mais de cem cópias da série e distribuiu pela cidade. Ele sempre acreditou no meu sonho.

Coordenação Geral Adriana Verani Produção Flavia Fraccaroli Estilo Marcio Vicentini Make & Hair Paulo Ávila Assistente de foto Guilherme Arruda // Créditos de Moda Vide Bula, Verve, Sombra e Água Fresca, Candy Shop, Le Lis Blanc, Oma Tees (Daslu)

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