O arquiteto que projetou o futuro

Embora não goste de ser apresentado assim, Paulo Mendes da Rocha, 88, é considerado hoje o maior representante de um modo genuinamente brasileiro de pensar a arquitetura. Nascido em Vitória, mas morador de São Paulo desde os anos 50, o arquiteto, urbanista e ex-professor da USP marcou seu nome na arquitetura e na história do país. Sua visão profissional, engajada socialmente, custou-lhe os direitos políticos, cassados pelo regime militar, que ainda o impediu de lecionar. Só na capital paulista estão entre suas obras o prédio do Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), o pórtico da Praça do Patriarca e a reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo, pela qual recebeu o prêmio Mies van der Rohe para a América Latina, em 2001. Em 2006, recebeu o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Antes dele, apenas Oscar Niemeyer havia recebido tal distinção entre os arquitetos brasileiros. E, em 2016, recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, pelo conjunto da obra. “As favelas vão constituir a cidade real contemporânea. Serão, como já são, a expressão da consciência urbanística da população. A forma improvisa-se com o recurso que há”, disse ele à Trip, em entrevista concedida em 2001.

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