O Trip FM desta semana abre espaço para um episódio especial dedicado a Wagner Moura, um artista que acompanha, interpreta e provoca muitas das transformações do Brasil. Ao longo de mais de dez anos, o programa conversou com ele em 2010, 2015 e 2021. Três entrevistas registradas em momentos marcantes da vida do ator e do país.
Nesta edição, revisitamos esses papos para entender, em perspectiva, como foi se formando o pensamento de um dos maiores nomes da cultura brasileira. O especial também celebra sua vitória no Globo de Ouro, como melhor ator de filme de drama por O Agente Secreto, um marco em sua carreira internacional.
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No papo com Paulo Lima, o ator e diretor, que se mudou para os Estados Unidos e já morou na Colômbia, reforça o quanto suas raízes seguem vivas. “Eu nasci em Salvador, mas fui criado em Rodelas, uma cidade da Bahia que foi inundada pela barragem de Itaparica e não existe mais. Tenho tatuada no braço uma árvore que ficava em frente à casa dos meus avós. Quando houve a mudança para a nova cidade, eu me lembro de um guindaste que puxou a árvore com raiz e tudo, botaram no caminhão e a replantaram lá. É uma imagem muito forte pra mim.”
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A conversa também mergulha em temas que atravessam o preço da fama, inquietação e a passagem do tempo. “Eu não tenho medo de ficar velho, tenho medo da minha alma ficar velha. Quero ser sempre um cidadão instigado, descobrir mais, inventar mais.”
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Em 2015, em meio à polarização política que já moldava o país, Wagner opinou sem rodeios sobre a conjuntura brasileira. “É muito pouco inteligente não enxergar o que está acontecendo por causa de uma cegueira ideológica. O Congresso é um painel muito claro disso.”
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O programa também reúne reflexões sobre identidade, política, criação artística, redes sociais e o papel transformador da cultura.
Você pode ouvir o episódio dando o play aqui ou no Spotify do Trip FM.
