Edu Lyra, do Gerando Falcões, leva os empresários à favela

Criador da organização Gerando Falcões, com projetos de assistência nas periferias de todo o Brasil, o empreendedor social encabeça a campanha "Corona no Paredão, Fome Não"

por Redação em

"A urgência é fazer o morador mais pobre de favela comer. O governo não consegue resolver sozinho, a sociedade também não, então temos que derrubar muros e fazer pontes. Tem que ser assistencialismo na veia", diz Edu Lyra, 32, um dos nomes mais influentes do Terceiro Setor no Brasil e que desde 2013 está à frente da Gerando Falcões. A organização social leva esporte e cultura para crianças e adolescentes, além de qualificação profissional para jovens e adultos de diversas comunidades carentes de São Paulo e de outras partes do país.  

Logo que a pandemia de coronavírus parou o país e começou a faltar comida para pessoas em condição vulnerável, a Gerando Falcões lançou a campanha "Corona no Paredão, Fome Não". Através de uma plataforma digital, a organização arrecada dinheiro e faz a ponte com ONGs locais para distribuir cestas básicas para famílias que moram em favelas de vários estados do Brasil. Mais de 35 mil famílias já foram atendidas – e 178 mil pessoas, impactadas – e a expectativa é que esse número seja pelo menos cinco vezes maior até o final da campanha. 

Nesta conversa com o Trip Fm, o Edu Lyra conta sobre como tem feito a ponte entre o capital financeiro do país e pessoas que estão sem comida na mesa, e sobre sua amizade com Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil. Também comenta as contradições do sistema prisional e como é urgente criar oportunidades para quem veio da favela.  

Confira a entrevista completa no play abaixo, no Spotify, itunes e Google Podcasts.

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