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Vida de monja

No que foi gasto o dinheiro que faltou no fim do mês? É hora de comprar uma caderneta e começar a anotar tudo o que sai da carteira

por Daniel Balaban

 

Na correria do dia-a-dia, acabamos esquecendo que o fruto do nosso trabalho deve ser colhido por nós. As escolhas com relação aos gastos deveriam ser nos­­sas, e os benefícios do sacrifício diário também. Mas, na vida real, não é isso que normalmente acon­te­ce. Estamos sempre atrasados, endividados, cansados. Imersos em um círculo vicioso de trabalho-sa­lá­rio-contas, sem nenhuma perspectiva de nos liber­tar­mos dessas amarras. Agora, que sou seu personal trai­ner das finanças, vai ficar mais fácil organizar a vi­da. Vamos conhecer a regra 70% – 30%.

Em primeiro lugar, para criar um orçamento que funcione de acordo com o princípio 70% – 30%, é preciso que você anote todas as despesas que tiver, in­­clusive e principalmente as pequenas, como o pão de queijo, o cafezinho, a gorjeta. Esse levantamento será fei­to ao longo de um mês. É preciso ter muita disciplina e, sempre que você fra­que­jar, pense no seu objetivo, e tudo ficará mais fácil.

Após esse período de levantamento, determine as despesas es­senciais do seu dia-a-dia, somente aquelas para a ma­nu­tenção de um modo de vida básico, ou seja, co­mer, morar, transporte, saúde, higiene. Separe esses gastos em uma categoria única, que pode chamar custo mínimo – ou vi­da de monge mes­mo. Esses gastos devem corresponder a, no má­ximo, 70% do seu orçamento líquido.

Pense agora nos gastos que te dão prazer. Jantar fora, comprar uma roupa. Separe 10% do seu orçamento para esse item. Separe outros 10% para gastos extras, como consertar o carro, impostos.

E, por fim, os últimos 10% devem ser destinados para o fu­tu­ro. Em primeiro lugar é necessária a criação de um fundo de emer­gência com pelo menos seis meses do total de suas despesas para que você possa continuar vivendo bem em uma even­tua­li­dade, como a perda do emprego. Após a criação desse fundo, que deve ser aplicado em um investimento de alta li­quidez e baixo risco, como um fundo DI ou um CDB de um ban­co de primeira li­nha, o fluxo mensal destinado a esse item de­ve começar a compor a sua aposentadoria, para que você tenha um futuro tranqüilo.

Essas categorias podem flutuar ao longo do tem­po entre si, mas o ideal é que você garanta pelo me­nos a pou­pança de 10% de seu orçamento para o futuro. Esse é o seu LU­CRO e, ao longo do tempo, é isso que vai garantir sua indenpendência do círculo vicioso do emprego-salário-contas.

 

Daniel Balaban, 32, é economista e apresentou a primeira temporada do programa Me Poupe!, na GNT. É casado, tem dois filhos e lê sempre a Tpm da esposa. Todo mês ele dá dicas sobre como fugir do vermelho e lidar com a grana de uma maneira muito mais inteligente, sem sofrimento

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