O poder do seu ciclo

A terapeuta Bebel Clark explica como nos reconectar com a nossa energia feminina

apresentado por Farm

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Você já parou para pensar que aquilo que está sentindo agora pode estar ligado ao momento do seu ciclo menstrual e até mesmo à fase da Lua? Na crescente, por exemplo, estamos mais inclinadas à expansão, enquanto a minguante pede por mais recolhimento e reflexão, como explica Bebel Clark. A terapeuta, que organiza círculos e retiros ligados ao autoconhecimento, defende a importância da reconexão da mulher com sua energia feminina e com seus ciclos naturais. E o caminho é mais simples do que você imagina, como mostra Bebel em entrevista oferecida pela FARM:

Quais são os principais ciclos femininos? Nós, mulheres, temos ritos de passagem. Todas nós passamos pela menarca – a primeira menstruação, o momento no qual a menina se torna mulher – e pela menopausa. O casamento também pode ser um desses ritos, assim como a gestação, mas muitas mulheres optam por não casar e por não ter filhos.  

Estamos afastadas desses ritos? Sinto que especialmente as mulheres que vivem nos centros urbanos estão bastante afastadas de seus ciclos naturais. É importante perceber quais fases da Lua têm ligação com a sua menstruação. Você está menstruando em qual delas? E o que isso representa? A lua crescente, por exemplo, é um período propício à expansão; já a minguante é um momento para refletir sobre o que foi bom ou não no mês que passou. Como podemos ser a mesma durante o mês todo se somos cíclicas, se há uma semana em que estamos bem mais ativas e outra em que estamos recolhidas? Essa reconexão com a energia feminina é importante para a mulher sentir que está em equilíbrio e em contato com ela mesma. 

Bebel Clark foi uma das parceiras da Farm na criação da coleção Natureza Feminina e participou da Casa Tpm 2018 - Crédito: Divulgação

Como criamos essa reconexão? Mesmo com a rotina atribulada de uma mulher urbana, pequenos gestos de reconexão com sua energia feminina são possíveis: saber em que ciclo da Lua estamos, que dia você está menstruando, como está seu corpo. Precisamos ter essa consciência. Você vai se conhecendo mais, e o autoconhecimento liberta. 

Quais outros caminhos? Nos reconectar com coisas simples – não precisa ser nada mirabolante –, buscando isso na aromaterapia, no poder das ervas, fazendo, por exemplo, um escalda-pés no fim de um dia em que você está exausta. É se cuidar de uma maneira mais natural, sem se anestesiar tanto. Às vezes, você precisa tomar uma taça de vinho para dar uma relaxada e tudo bem. Mas tomar um remédio para não sentir algo ou comer demais para não olhar para sua carência ou suas angústias é caminhar longe da sua essência. A tendência é anestesiarmos nossas emoções. É realmente necessário emendar uma cartela de pílula na outra para não menstruar? 

O que ganhamos com essa reconexão? Conquistamos uma sensação de bem-estar, de mais equilíbrio, a consciência de que não somos malucas, que somos cíclicas, de que isso é natural. Passamos a respeitar nossos tempos internos. 

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