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Tempo

Enriqueta, do Liniers, versão

Enriqueta, do Liniers, versão "me deixa que hoje eu tou de bobeira"

Faz tempo que eu não escrevo no blog por falta de tempo. Passo muito tempo no trabalho, outro tempo com os frilas e outro tempo mais tentando viver e ver tudo o que eu quero. Até que foi dada a largada para a histeria de fim de ano e eu tenho que encontrar tempo para comprar as peças do carro do meu pai e levá-las para o Brasil, para comprar a vitamina argentina que o meu tio pediu por e-mail há duas semanas e para encontrar brechas na minha agenda para fazer tudo o que ficou pendente: consultas no médico, exames, renovação do passaporte e as zilhares reuniões de reuniões de fim de ano que começam a surgir nesta época. (Sem falar que depois eu vou para o Brasil e tenho que fazer o mesmo para matar as saudades de todos os amigos e família)

E ao passo que o ritmo frenético do tempo em que vivemos tenta me arrastar, eu trato de lembrar do jogo de palavras do Paulinho Moska que diz que “muito pra mim é tão pouco” e tento desacelerar do meu jeito… Ontem à noite eu desliguei ambos os celulares (pessoal e do trabalho) às 00h30 e me permiti dormir o quanto eu queria. Tempo é dinheiro? Sei, não… outro dia uma amiga me pagou 500 mangos com cinco notas de cem pesos que tinham um carimbinho com a frase “tempo é arte”.

Não que eu queira deixar a cidade grande para viver numa ecovila e plantar a minha própria rúcula… Mas trato, com unhas e dentes, de que não me embruteçam e que eu não deixe de ver a poesia da vida caminhando num sábado a tarde pelo bairro de Almagro, tomando um sorvete na praça, vendo como cortam o cabelo de um senhor velhinho e cadeirante no salão e sonhando todas as noites com um banho de mar.

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