A primeira idéia que se tem de Wall-E, a mais recente animação da Pixar em parceria com a Disney, é de que um filme meio triste. Afinal, o robozinho passa seus dias seguindo a mesma rotina de trabalho, totalmente solitário. Os humanos estão tirando férias em uma luxuosa nave espacial que já dura 700 anos, isso depois de uma grande empresa dominar tudo e acabar com a vida na Terra. E o simpático Wall-E é o encarregado de limpar toda a sujeira deixada, tendo como companhia apenas uma barata (super obediente, diga-se de passagem), e seu hobby é colecionar objetos que considera curiosos, como isqueiros e, seus preferidos, filmes musicais em fitas de vídeo que ele assiste através da telinha de um iPod. A reviravolta acontece quando a moderna robô Eva vem para a Terra para cumprir uma missão sigilosa. Contar o resto é estragar o filme que, mesmo quase sem diálogos, prende a atenção e encanta com os gráficos perfeitos. Mais que isso, Wall-E passa uma lição a adultos e crianças sobre como estamos destruindo o planeta. A visão do que pode acontecer aos humanos no futuro é tão trágica, que beira a comicidade.
[Por Renata Sagradi]
Só vão sobrar as baratas
