Crie uma tabela de sonhos palpáveis, invista seu dinheirinho e ele há de render. Quanto antes aplicar, melhor para o seu bolso
Tenho escrito sobre como fazer mais com o dinheiro que você possui. Essa é uma abordagem fundamental para que você possa atingir a liberdade financeira. Antes de quebrar a cabeça pensando qual é o melhor investimento, determine os objetivos: onde esse investimento será usado no futuro e em qual prazo espera utilizá-lo. Os objetivos mais comuns são:
– Aposentadoria (longo prazo, mais de 20 anos)
– Comprar um apartamento (médio prazo, mais de cinco anos)
– Trocar de carro (médio prazo, dois anos)
– Criar um fundo de emergência (curto prazo, um ano)
Vamos supor que você seguiu à risca a regra 70% – 30% (explicada na edição 65) e agora está poupando 10% de seu orçamento para o futuro, e que esse valor seja, para simplificar, R$ 100. Distribua esse dinheiro entre os seus sonhos, de acordo com as suas prioridades. Então, se você é do tipo que sempre fica devendo no cheque especial, priorize a criação de um fundo de emergência da seguinte forma:
– Aposentadoria (R$ 10)
– Comprar um apartamento (R$ 20)
– Trocar de carro (R$ 20)
– Criar um fundo de emergência (R$ 50)
Uma vez que o seu fundo de emergência tenha uma quantia razoável, o suficiente para se sustentar por pelo menos três meses sem renda, você poderá priorizar outros sonhos, e assim sucessivamente. E como saber onde investir cada um desses objetivos? Em primeiro lugar, procure um banco ou uma administradora de recursos sólidos, com um nome e posição fortes no mercado.
Nas aplicações a longo prazo, como a aposentadoria, inclua uma pitada de risco (bolsa de valores) para apimentar o retorno. Uma pitada de risco de acordo com o seu perfil e, principalmente, com a sua capacidade de dormir perante as oscilações de mercado. Nos planos de aposentadoria, você pode optar tanto por fundos com maior exposição à bolsa quanto por fundos com menor exposição. Já nas aplicações de médio e curto prazo prefira opções mais conservadoras como fundos DI, CDBs, poupança.
Procure entender no que você está investindo, converse com o seu gerente, leia os prospectos e cuidado com os custos. Peça a menor taxa de administração em seu fundo de investimento, exija a maior rentabilidade em seus CDBs. E lembre-se: em vez de reclamar dos juros extorsivos ao banco, planeje e invista seu dinheiro em um dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo.
Daniel Balaban é economista e apresentou a primeira temporada do programa Me poupe!, na GNT. É casado, tem dois filhos e lê sempre a Tpm da esposa. Todo mês ele dá dicas de como cuidar com carinho do seu dinheiro
