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Sem dramas

Por Ariane Abdallah

Pensando em pegar um cineminha? Juno é um filme leve, despretensioso, simples, apesar da sinopse pesada. Uma garota de 16 anos que engravida de um colega de classe e, depois de pensar em abortar, resolve doar o filho para um casal que parece – só parece – ter uma relação de conto de fadas, faltando apenas um bebê para coroar a união. Juno é leve, mas é forte. Principalmente porque, além da temática, a canadense Ellen Page convence como a protagonista que leva o nome do filme (ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz, e o longa ao de melhor filme, direção e venceu o de roteiro original). Quando você acredita que agora não tem jeito, a coisa vai complicar, Juno dá um banho de maturidade – com a espontaneidade e inocência que só uma menina de 16 anos poderia ter. O carisma e a naturalidade com que Juno lida com questões que soam complexas no universo dos adultos, não anulam os clichês ao longo da história, como quando a adolescente pergunta ao pai sobre a possibilidade de passar a vida toda com o mesmo amor. Não anula, mas supera. Não lembro em que cena comecei a chorar no cinema, mas foi cedo. E durou até meia hora depois de subirem os créditos. Mas Juno não é um filme triste, não. É bonito. Saí com a sensação de que a vida pode ser descomplicada, desde que a gente tenha coragem de vivê-la

Vai Lá: Juno, Jason Reitman, EUA, 2007. Nos cinemas

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