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Pratas da casa: Caio Ferretti

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1. Pagando de Duran em Itacaré (BA). 2."Acho que tive uma ideia". 3.Violão na mão desde os 12 anos. 4.Com as amigas de Redação Fê Danelon e Camila

Nesta seção, atualizada toda quarta-feira, publicaremos uma entrevista feita por algum funcionário da casa. O entrevistado também sempre será da Trip Editora. Criada originalmente para o blog interno da editora, fez tanto sucesso que resolvemos compartilhar com os leitores do site. Esta semana, repescamos uma entrevista que Anabelle Custódio, produtora da Trip fez com Caio Ferretti, repórter da revista.
Fanfarrão é o seu codinome. Escorpião é seu signo. Motivado pela busca de uma boa declaração e de uma boa “gelada”, Caio Ferretti não mede esforços para manter sua imagem de bom repórter. Iniciado na arte de entrevistar viajando, ele é o responsável por algumas das matérias sobre esportes e bizarrices que você lê na Trip. Num bate-papo que tivemos em uma quinta-feira pré-balada, parecia pouco provável que ele me revelaria tanto. Isso, claro, antes da quinta cerveja.

Tá gravando?
Ta gravando!

Qual é o mistério do X-Carnão? Por que algumas pessoas da Redação te chamam assim?
Depende do que você se refere. A real?! Um amigo meu mandou uma carta para a Trip comentando um ensaio de Trip Girl falando que a menina era um “X-Carnão”, querendo dizer que ela era gostosa. E pelo fato de ser meu amigo a expressão foi passada para mim, começaram a me chamar de “X-Carnão”. Mas eles também consideram a ideia de que o homem que fala grosserias é um “X-Carnão”.

Mas você não é assim, né?!
Eu não! Eu sou um amor!

Mas, então, me conta. Como é que funciona com a mulherada?
Mas, espera aí, Anabelle. O que você quer com esta entrevista?

Então conta como você veio parar na Trip? Foi a Fê (Fernanda Danelon, editora) que te trouxe?
Não. Ela ainda não trabalhava na Trip. Vim em março de 2007, quando o Giuliano Cedroni era diretor de redação. O Giuliano é primo de uma tia minha. Nessa época eu trabalhava na assessoria de imprensa do Detran e estava querendo sair de lá. Minha tia falou do primo na Trip, e eu pedi pra ela ver se estavam precisando de alguém. Ele já estava de saída daqui, mas disse que tinha uma vaga de estágio e marcou um dia para eu vir à Trip fazer uma entrevista com o Ronaldo Bressane [na época redator-chefe] e com o Filipe Luna [editor]. No fim quem me entrevistou foi o Bruno.

O Bruno Torturra?
Isso. Ele o Filipe Luna.

Como foi essa entrevista?
Na verdade nem foi uma entrevista. A gente ficou conversando, batendo papo e tal.

Mas você ficou nervoso com a entrevista?
Não. Na verdade eu não costumo ficar muito nervoso com entrevistas. E eu já estava empregado, então, se eu viesse, era lucro! Onde eu estava já haviam falado que eu seria efetivado quando terminasse a faculdade.

Lá no Detran?
Isso, no Detran. Tudo bem, eu não estava me divertindo muito lá, mas era um trabalho. Mas eu queria algo mais interessante.

Cê ta brincando?!
Não! Eu larguei um estágio que eu recebia uma grana, com efetivação garantida, pra tentar um estágio, com um contrato de apenas três meses. Mas eu iria aprender mais, me interessar mais! Achei que valia a pena arriscar. Comecei na semana seguinte da entrevista.

E aí você foi sentar do lado do Bruno?
Isso, desde que eu cheguei sento no mesmo lugar. Já estou criando raízes lá! Outro dia até sonhei com isso. Houve uma mudança na Redação, entraram pessoas novas, a Ana, o Millos; o Elohim mudou de lugar. Sonhei que tinham me mudado de lugar também.

Ahh! Você ficou com medo porque você não quer sair da frente da Kátia Lessa (Kakau), né?!
[Risos] Não. A vista é sem dúvida agradável, né? Mas eu gosto de estar no corredor porque toda hora passa alguém e te cumprimenta, puxa assunto. Então você acaba conhecendo mais gente, apesar de ser difícil de se concentrar.

 

5. Caio durante a festa latina na Trip. 6. O primeiro rolê de skate, aos 2 anos, empurrado pelo irmão. 7. Se fosse um personagem dos Simpsons. 8. Sussurros no ouvido da Kakau

Gostaria que você contasse mais sobre o Detran, onde você trabalhava antes.
Assim, pensa que em assessoria de imprensa você tem que trabalhar pela boa imagem da instituição. Imagine ter que trabalhar pela boa imagem do Detran. É foda! Minhas funções eram escrever matérias pro site e responder uma caixa de e-mails só de “bucha”. E era ruim por quê?! Porque a maioria das matéria era sobre nego preso pelos policiais do Detran, que é um órgão da polícia. Direto os policiais me ligavam na assessoria de imprensa: “Caio, prendemos um cara aqui, vem fazer uma matéria”. Eu chegava lá, o cara tinha acabado de ser preso, eu tinha que entrevistar, às vezes tirar foto. Aí subia para minha sala e postava a matéria da prisão no site. E quando era o caso de uma prisão mais “cinematográfica” eu tinha que divulgar para todos os jornais e revistas. Às vezes, apareciam todas as redes e jornais, Folha, Globo. quando eram os casos mais quentes mesmo, e aí eles queriam falar com o cara, fotografar o cara, e não era muito agradável.

Mas teve algum caso que você lembre que estourou na mídia?
Poxa, teve muitos casos que passaram nos jornais da Globo e tal. Mas eram crimes de trânsito, a maioria era de clonagem de placa. Eles colavam fita isolante para adulterar o número. Mas uma coisa que eu senti que é muito forte lá foi a treta entre polícia civil e polícia militar. Porque o prédio do Detran é quase todo da polícia civil, delegados, investigadores. Mas tem um andar que é da polícia militar. Eu mantinha amizade com os dois lados. Uma vez um delegado me chamou pra dizer que eles haviam prendido um cara da PM e ele queria que eu divulgasse isso, fizesse matéria. Aí eu falei que trabalhava para a Secretaria de Segurança Pública, da qual a PM também faz parte. Lá é tudo muito lento, muito burocrático.

E, antes de ir para o Detran, você trabalhou em algum outro lugar?
Antes de ir para o prédio do Detran eu trabalhei na assessoria da Secretaria de Segurança mesmo, lá no centro. Basicamente era escrever sobre os eventos que o secretário ia e mais alguma coisa para o site.

Era uma vida de funcionário público, então?
É mais ou menos, mas a área de imprensa desses órgãos não precisava de concurso pra entrar. Na Secretaria, por exemplo, as matérias que fazíamos eram sobre os BOs. Os BOs chegavam pelo fax. Tinha uma caixa de papelão cheia, era só escolher um caso e escrever a matéria com base nas informações do BO. Às vezes tinha que ligar para o delegado, senão era só jogar no site.

E o jornalismo? Como foi isso? Foi sua mãe que falou pra você que o sonho dela era ter um filho jornalista?
Não, quando eu estava no segundo colegial eu tinha aulas eletivas de tarde, que eu podia escolher entre uma série de matérias. Aí eu escolhi uma que chamava laboratório de texto.

Qual era o nome do colégio?
Era colégio Santa Maria. Nessa aula era uma bagunça pesadíssima! E quase toda aula tinha que escrever uma redação, e só ia embora a hora que entregasse. E eu conseguia fazer o texto em 20 minutos e ir embora. E ainda tirar umas notas boas. E a galera ficava puta comigo, porque eles ficavam se matando para fazer os textos e não iam bem. Foi quando eu achei que sabia escrever um pouco. Mas eu sempre gostei desse negócio de bastidores, de viver a história para contar depois. No primeiro ano de faculdade eu não sabia se era isso, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa! Minha mãe disse que uma vez eu falei que queria fazer jornalismo pra viajar.

Falando em viagens, né?
Todas as viagens que fiz trabalhando foram pela Trip. E foram muito boas. Hum, não, com exceção de uma que eu tive de passar cinco dias sozinho em Riviera de São Lourenço, para a edição de dezembro de 2007. Estava chovendo, eu tinha que achar uma história de qualquer jeito, passei muita tensão. Mas acabou dando certo. Antes dessa teve uma pra Itacaré, a primeira que fiz pela Trip, pra acompanhar o WCT de surf feminino. Foi do caralho! Conheci muita gente do surf. Fiz muitos contatos, gente com quem tenho contato até hoje. E foram quase nove dias seguidos de festa todo dia. Se não tinha festa da Billabong, tinha festa dos jornalistas. Íamos para a pousada de alguém que fazia festa, churrasco.

E tudo foi muito bem apurado, né?
[Risos] Teve outras legais. Uma vez fiquei nove dias entre o sertão da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Era o Brasil Wild Extreme. Foi demais também! Eu, que sou viciado em paisagem de praia, caí no sertãozão, no meio do rio São Francisco. Aquilo sim é que é paisagem.

Mas você já se imaginava fazendo matérias de esportes?
Eu acabei abraçando as matérias de surf. E é um assunto de que eu gosto, né?

Mas não só de surf. Você acaba sempre sendo cotado para as matérias de esporte em geral.
É, por exemplo, corrida de aventura. Vão mandar eu ou a Kakau? O moleque ou a moça?
Então acabava indo eu. E também porque as vezes em que eu fui a corridas de aventura não eram matérias grandes, era só para reportar mesmo. Diferente da Jamaica.

Você surfa?
Não posso me chamar de surfista. Adoro praia! Faço bate volta direto com os amigos. E eu não fico nessa pegada de “vamos surfar”, de acordar cedo para surfar. Eu sempre estou na pegada da bagunça, da noite. Comecei a me envolver com o surf na Trip mesmo. Mas as vezes peço uma prancha emprestada para os amigos.

9. Galera reunida: Shoiti 2008. 10. Como um violão abre portas. 11. Pausa no trabalho para oração. 12. Vaaaiiii Corintiiiaaaa

 

Vai, me conta das festas da empresa, do Shoiti. Entrega todo mundo!
Putz, no primeiro Shoiti que fui eu estava de braço quebrado! Quebrei numa bobeira. Estava jogando bola com a galera da Trip na quadra aqui do lado, uma quadra que certamente tem um cemitério indígena embaixo.

Sério? Por quê? Muita gente já se machucou lá?
Orra, uma galera já se machucou ali. O Califa e o Paladino me levaram para o HC na hora, e cheguei lá os caras mexeram no meu braço tentando encaixar o osso. No dia seguinte já operei, coloquei uma placa e seis parafusos que me acompanham até hoje.

E de moto?
De moto caí três vezes. Nunca quebrei nada. Me ralei bem, cortei, mas nunca quebrei.

Onde você nasceu? Como foi sua infância?
Eu nasci em São Paulo. A família inteira da minha mãe é do sul de Minas. São dez irmãos, vivem numa fazendona lá. E meu pai é do interior de São Paulo. E eu sempre fui para Minas, passava duas semanas, um mês na fazenda com meus primos.

Você tem irmãos?
Tenho dois irmãos mais velhos. Um está fazendo mestrado de esportes na USP. E o outro é formado em ADM e trabalha na IBM. Todo mundo mora em casa ainda. O mais velho é noivo, namora há oito anos. É igual ao Alex [arte Trip], sabe? Fica enrolando a mulher [risos].

Ah, então é só você que quer ficar na bagunça!
Eu namorei muito tempo quando era adolescente. Namorei quase quatro anos. Aí eu terminei no segundo ano da faculdade. E fui aproveitar! Pelo menos agora eu sei que quando eu namorar já aproveitei pra caramba. Não preciso ter essa preocupação.

E o que seus amigos falam de você?
Puxa. Eles falam o contrário do que você falou, que eu sou o comportado. Eles falam que eu sou o fanfarrão da galera. Quando eles não têm o que fazer ligam pra mim e perguntam o que tem, falam que eu sou o promoter. E como eu sou solteiro, sempre bagunçando, eles chamam essa responsa pra mim. E é mais ou menos isso. Dizem que sou o fanfarrão da turma!

Então conta uma história da sua adolescência, com seus amigos.
Bom, eu adoro viajar! Não só as de trabalho, mas as viagens com os amigos. E isso desde adolescente, desde quando eu pude começar a viajar mais. Meu pai era bem controlador, não era a pessoa mais liberal, mas ele morreu quando eu tinha 17 anos. Depois disso ficou mais liberal, porque minha mãe é o contrário, ela não fica em cima. Foi aí que comecei a viajar mais com a galera. Numa dessas, quando eu ainda era moleque, passei oito dias viajando com mais quatro amigos parando de praia em praia até chegar a Santiago, no litoral norte. Tudo que a gente tinha era um carro, nada de lugar pra dormir ou qualquer coisa.

Sem tomar banho?
É, a gente descolava lugar pra tomar banho, lugar para dormir. Parávamos nas praias e já saíamos sacando os lugares, uma padaria que tinha banheiro e dava pra tomar um banho de pia. Sacávamos um lugar onde tinha ducha, sacávamos um lugar para poder dormir. Normalmente a gente virava a noite em alguma festa e dormia na praia depois que amanhecia.

Esses amigos são da faculdade?
Não, são do colégio. A maioria dos meus amigos, os que saio nos fins de semana, é do colégio. Mas tenho amigos da faculdade também. Passei as últimas três viradas de ano com eles. Mas, como eles são de São Bernardo, não dá pra ver sempre. Já o pessoal do colégio mora perto de mim.

Uma entrevista do caralho que você fez?
Não foi uma entrevista, mas sim uma matéria. A matéria do MST no litoral do Ceará. Um lugar sem nada, só água de poço, comíamos o peixe que os caras pescavam na hora, dormíamos em rede. Foi uma experiência interessante passar uns dias acampado com eles. Outra também foi a das mobiletes, repercutiu muito. A galera fala bastante. Uma entrevista de que gostei bastante foi com o Rodger Klingler, um alemão que veio pro Rio de Janeiro de férias, conheceu a cocaína, tentou levar 1 quilo pra Alemanha e foi preso no aeroporto. Ficou cinco anos rodando pelos presídios do Rio. O cara tem muita história pra contar.

13 .Na formatura de jornalismo, em 2007, com mãe e padrinho. 14 ."Meu escritório é no rio São Francisco". 15. Em Delmiro Golveia, sertão de Alagoas. 16.Sandboard nas dunas de Jericoacoara (CE)

 

Além de revista gostaria de trabalhar com o quê?
Ah, eu gostaria de trabalhar com vídeo, com TV. Gosto muito de documentários também. Só não gostaria em jornal diário, que deve ser foda.

Você não chegou a trabalhar em jornal impresso?
Não, nenhum. E só vou trabalhar como última opção. Todo dia é muita correria. Não nasci para a correria, não! Gosto de ter tempo pra desenvolver as pautas.

Você só quer saber da vida boa.
Olha, eu estou todo dia tentando alcançar a vida boa. Quem não está? Por que tem tanta gente jogando na Mega Sena?

Mas tem também o prazer do trabalho.
Mas de repente não é o prazer do trabalho, é o prazer de estar ocupado, de estar fazendo alguma coisa, estar em atividade. Ninguém gosta de ócio!

E quem você gostaria de entrevistar neste momento?
Pô, tem várias pessoas que eu gostaria de entrevistar. Acho que neste momento seria alguém da política. Ah, eu gostaria de entrevistar o Sarney.

E se você tivesse direito a uma só pergunta?
Pô, tem como arrumar um emprego de assessor pra mim? [Risos.]

Poxa, Caio, achei que você faria uma pergunta em prol do país.
Ah, eu podeira fazer uma pergunta em prol do país. Mas se eu tivesse uma pergunta eu faria essa [risos]. Tá, eu perguntaria se a filha dele tá solteira. Porque aí eu conseguiria a filha e o emprego também [risos].

Uma Negras?
Agora não tem tanto sentido, mas eu gostaria de fazer uma Negras com o Zack De La Rocha, do Rage Against the Machine. Agora não tem tanto sentido porque o cara tá sumidão. Esse cara tem uma puta história, um engajamento social pesadíssimo. Quando aconteceu o 11 de setembro, as músicas do Rage Against foram proibidas de tocar nas rádios dos Estados Unidos, porque os caras têm um apelo enorme com essa questão.

Você é ligado em política?
Putz, não sou não. No jornal é o último caderno que leio. Mas acho que, principalmente agora, com esse monte de coisa acontecendo, tenho que estar ligado em política. E é interessante, às vezes. Pode soar chato uma entrevista com um político, mas o cara pode falar coisas bem mais interessantes do que um músico, por exemplo. Mas é o que chama mais a atenção da galera. Por exemplo, a Negras com o Ronaldo. Uma puta chamada, mas o que o cara falou de tão revelador?

E já rolou de você entrevistar uma pessoa que falou alguma coisa que você sabia que era mentira?
Hum, acho que aqui na Trip isso não rola muito, porque nós não lidamos com pautas que seja necessário o cara mentir. Talvez no Detran. Lá sim! Lá os caras têm motivos para mentir. E eu sentia que eu era um incômodo muitas vezes para eles. Quando eu aparecia pra perguntar algumas coisas eu sentia que eu era incômodo. Não estavam a fim de resolver bucha lá!

Você é um bom moço, né, Caio? Do tipo que se pode confiar! Acho que qualquer mulher entraria no seu carro.
Talvez eu passe essa imagem mesmo. Isso é bom. Teve um caso, uns três meses atrás, que conheci uma moça na fila de uma balada. Enquanto a gente conversava contei que no dia seguinte iria pro Guarujá. Ela é gaúcha, não conhecia o litoral daqui. E convidei ela por convidar, tipo: “Se você quiser aparece lá”, mas com a certeza de que ela não iria. No dia seguinte, eu ainda estava na estrada, e ela me ligou dizendo que já estava lá no Guarujá me esperando. Depois ela disse que só fez isso porque eu havia passado confiança pra ela.

Você faz planos pro futuro?
Eu não penso nisso! Não gosto de pensar muito longe. Agora, por exemplo, só estou planejando o que vou fazer até a semana que vem.

Mas existe alguma coisa que você quer fazer na sua vida?
Quero subir o litoral do Brasil de carro, percorrer inteiro. Passar alguns meses subindo de praia em praia, acampando. Eu e alguma namorada.

Adorei, Caio!
É, essa é uma viagem que eu pretendo fazer em casal. Mas também se eu fizesse com a galera toda seria animal! Nas férias eu viajei com dois amigos meus e foi uma coisa absurda! Fizemos um tour no Nordeste. Mas essa eu gostaria de fazer de casal. E tem que ser parceira de bagunça, companheira de tudo! Mas não penso em casar. Talvez porque, como eu disse antes, estou planejando só o que vou fazer nas próximas semanas.

Quer ficar na vida loka?!
Num é isso! Mas tem nego que fica planejando o que vai ser daqui a dez anos e não aproveita o dia a dia. Aí quando chega lá na frente e não consegue o que planejava percebe que não fez porra nenhuma nesse tempo. Claro que é bom ter objetivos, mas prefiro viver o presente. Pelo menos quando eu chegar lá na frente vou saber que aproveitei muito.

*Anabelle é produtora da Trip há um ano e cinco meses, mas para a Redação é bem mais do que isso. Há quem diga que a moça caiu num balde de poção não identificada quando era criança. Resultado: uma sequência de atitudes loucas dificeis de compreender. No mais, foi coroada Miss 5 e 60. Agora é representante oficial do evento que acontece nos fins de tarde de sexta-feira no segundo andar.

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