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Pequenas tragédias de verão

Nas férias, pessoas de nossa equipe foram para o pronto-socorro correndo risco de coisas sérias (tipo perder a visão) por causa de “lesações”. Como não desejamos que isso aconteça com você, narramos nossas desventuras e damos conselhos para que não se metam nas mesmas roubadas

Unha pesadelo
A ex-estagiária da Tpm Nataly Cabanas economizou dez reais que gasta fazendo a unha do pé. Ela própria fez os pés. O detalhe é que se apegou àquele pauzinho usado para soltar a cutícula e cutucou os dedos sem dó. “Parecia que um sexto dedo nascia ao lado do dedão.” Nataly não conseguia colocar os pés no chão. E, obrigada pela mãe (nesta página você verá que as mães muitas vezes têm razão), foi ao pronto- socorro. O doutor fez um curativo gigante (que virou alvo de piadas na redação). Mas o pior foi ouvir que, se não melhorasse, teria de ser operada!
Conselho óbvio: não fazer o pé se você não sabe. Lembrar que o palitinho não foi feito para fazer um buraco na unha.

De olhos bem fechados
A escritora e colaboradora da Tpm Clarah Averbuck decidiu fazer uma coisa inédita: pegar sol. Escolheu o Rio de Janeiro. Foi chegar na praia para perder parte da visão (detalhe, ela já tem cinco graus de miopia) e começar a chorar de dor. Foi direto para o hospital. Diagnóstico: lesões na retina. “A causa foi dormir de lente e estar meio infeliz”, diz a moça, que dormira até duas da tarde. A ordem médica foi passar o ano-novo sem lente. Clarah não enxergou fogos de artifício e se perdeu dos amigos na praia. Ficou cega entre um milhão e meio de pessoas e foi assaltada por um taxista.
Conselhos óbvios: não dormir de lente e não pegar táxi no Rio no ano-novo sem combinar o preço antes.

A mordida de mosquito patética
Parecia uma simples mordida de mosquito. Ela se jogou no mar de Ipanema para aproveitar o sol. Como toda carioca, Nina Lemos não acredita que as praias do Rio são poluídas. Até que… no primeiro dia de trabalho do ano, sua perna começou a inchar. A mordida de mosquito, que ela coçara, a impossibilitava de andar. Um fio vermelho subia pela perna. Foi obrigada pela mãe (de novo as mães) a ir ao pronto-socorro. Foi sincera com o médico. “Sei que é ridículo vir aqui por causa de um arranhão. Só vim porque minha mãe me obrigou.” “Sua mãe te salvou”, respondeu o doutor. “Isso ia virar uma erisipela.” Nina saiu de lá com receita para antibiótico e antiinflamatório. Depois soube que corria risco de ser internada. Ficou com uma ferida na perna que parecia um tiro.
Conselho médico: parar de acreditar que o Rio não tem praias poluídas. E que machucados inflamados que incham a perna não são motivo para ir ao hospital. E, vamos admitir, acreditar em mães.

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