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O clichê da suprema mãe

Não importa o que uma mulher faça da sua vida, sua “grande realização” será sempre ser mãe. Será?

Por Juliana Sampaio e Laura Guimarães, do http://mothern.blogspot.com

Nós achamos que ser mãe é algo muito importante. Mas, para algumas pessoas, cuidar do mundo pode ser tão ou mais importante do que cuidar da própria descendência. Desde a antiguidade tem quem acha que a família deve ser abolida e que as crianças devem ser responsabilidade de todos, em vez de ficar cada qual no seu little box.

Folheando um jornal do ano passado, encontrei um anúncio com quatro mulheres de destaque no mundo: rainha Vitória, Margareth Thatcher, Indira Ghandi e Golda Meir. Abaixo dos retratos, um textinho falava da relevância de seus trabalhos, por exemplo: “Indira Ghandi. Mulher mais atuante na história da Índia e a primeira a ocupar o cargo de chefe do governo. Dois filhos”. O anúncio é fechado com a pérola: “Hoje é dia de lembrar a grande realização da vida delas: ser mãe. 13 de maio. Dia das Mães”.

Quer dizer: se você for mulher, sua grande realização só pode ser a maternidade. Tenha dó. Ter filhos é lindo, uma aventura única, mas não foi perguntado a cada uma se ela realmente considerava “ser mãe” a sua obra mais importante. A gente acha, sim, que as pessoas podem ser felizes e realizar coisas bacanas criando filhos. Ou não.

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