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Grandes expectativas. Até demais

Por Bárbara Moreira

Longos e entediantes 90 minutos de atraso transformaram a primeira aparição de Lauryn Hill em São Paulo, no Tom Brasil, em um bom show, mas não inesquecível.

Cansada pelo fraco show de abertura, que contou com a presença de Patrícia Marx (renascida das cinzas, diga-se de passagem), e pela exibição de um DVD do cantor Seal (!), a platéia teve momentos de irritação profunda.

Ingressos foram levantados como claro protesto de “paguei caro e quero que esse show comece logo…”. E, a cada sinal de movimento no palco, o público gritava, demonstrando a ansiedade e falta de paciência com a demora.

Após uma vaia geral, a banda finalmente começou, mas com uma jam session de dez minutos (bem executada, sejamos justos), que irritou novamente os fãs. Os músicos eram fantásticos, mas não tinham o mesmo impacto sem Lauryn.

Eis, então, à meia-noite, que surge miss Lauryn Hill. De sobretudo bege e boné da Gucci, a diva fez todos esquecerem a espera.

Linda e com total domínio do palco e da banda – em vários momentos a cantora coordenou os músicos como se ensaiassem pela primeira vez, tudo à sua maneira -, Lauryn concentrou-se nas músicas do álbum Miseducation of Lauryn Hill (1998), e nas antigas do Fugees.

Os pontos altos ficaram por conta de “Ex-Factor”, cantada em coro por quase todas as garotas, “To Zion”, e os covers “Zimbabwe” e “Iron Lion Zion”, ambas de Bob Marley. A última ganhou versão à capela, e Lauryn deixou evidente todo seu alcance vocal.

Depois de uma hora e meia de show, a casa começou a esvaziar. O cansaço tinha vencido. Os que agüentaram foram presenteados com “Killing Me Softly”, também à capela e com acompanhamento emocionante do público.

Lauryn Hill fechou o show, perto das 2h, com a nova “Lose Yourself”, disponibilizada alguns dias atrás na internet e trilha sonora da animação Tá Dando Onda, ainda inédita no país, e com “Doo Wop (That Thing)”.

Sem muita empolgação para um bis, a platéia foi embora com a sensação de que a noite poderia ter sido bem melhor. Hoje (15 de junho), Lauryn Hill tem mais uma oportunidade de atender as expectativas daqueles que esperaram sua vinda por tanto tempo.

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