O guarda roupa da designer e ilustradora Fernanda Machado, de 28 anos, é repleto de peças sentimentais. Como vocês podem perceber nas legendas das fotos, suas roupas são todas cheias de histórias. Isso porque além de fuçar o guarda roupa da mãe atrás de peças originais de época, ela ainda gosta de garimpar em brechós e bazares, de onde saem boa parte de seus looks. “Não vejo tanta graça em roupas novas como vejo em roupas vintage. Elas tem muito mais personalidade, possuem detalhes e modelos exóticos que com certeza não verei repetido em outra pessoa. Sem contar o preço é completamente outro”, diz.
Sempre que dá, ela se reúne a um grupo de amigas para trocar peças, o que chamam de “bazar do escambo”. Cada uma leva uma mala com roupas e acessórios que não usa mais e troca com outras participantes. Amigas de amigas também são convidadas e os encontros costumam durar uma tarde toda. Caso não role troca, as peças são vendidas a preços amigáveis. “É impressionante como uma peça já está velha para uma pessoa, mas pra outra é justamente que estava faltando no armário”.
Fernanda é sócia do estúdio de design Lab62 e trabalha em casa, num sobrado no Alto de Pinheiros, em São Paulo, que divide com o marido e seus dois gatos. Seu dia a dia é feito de reuniões com clientes e encontros do CRU, um coletivo colaborativo de ações urbano-artísticas do qual faz parte. Suas roupas também são confortáveis, já que, sempre que possível, faz seus caminhos de bike. Além de se inspirar nos anos 60 para compor o visual, a designer gosta de muita cintura alta, tons neutros e garante que suas amigas são as suas maiores referências de moda. “Me inspiro em todas elas e tiro um pouquinho que combina comigo. Elas são minha inspiração, desde as com estilo mais masculino até as mais ‘cocotas’”, diz.
Segunda-feira: "Fui almoçar com meus pais num sushi, depois voltei ao trabalho. Usei regata de renda da Marisa, sobrepondo uma outra regata Nike. Saia do bazar beneficente de Pinheiros, pulseira herdada da família e outra comprada num brechó. O chinelinho ganhei no amigo secreto da família. Batom MAC e a bolsa minha mãe trouxe de uma feira da Turquia". / Créditos: Bruno Sandini
Terça-feira: "Fui ver a exposição "Internal Affairs" na galeria Espaço oPHicina A blusa herdada da minha mãe é de 1985 - ela guardou com muito carinho, ainda tem a calça que faz conjunto. Shorts (que era uma calça) foi trocada num dos escambos com uma amiga. O cinto e a bolsa também vieram de um dos escambos. o sapatinho eu comprei numa promoção, por R$ 30!" / Créditos: Bruno Sandini
Quarta-feira: "Calça da TNG e blusa é um body, foi trocado no escambo. A bolsa e a botinha Arezzo são do bazar da igreja lá da minha cidade, São José dos Campos. Saí do trabalho e fui jantar com umas amigas num restaurante árabe em Pinheiros". / Créditos: Bruno Sandini
Quinta-feira: "Fui numa reunião do coletivo CRU no Gangorra. Vestido da Cycleland, bolsa do bazar da igreja, botinha do Chico Bento eu comprei num supermercado na Chapada dos Veadeiros. A meia calça de renda é do bazar do escambo e cachecol minha mãe comprou numa feira na Turquia. Esse colar era um brinco com uma bolinha de vidro lá de Murano. Mas o brinco quebrou, então desmontei e fiz um colar". / Créditos: Bruno Sandini
Sexta-feira: "Fui pra uma reunião com um cliente para discutir o projeto de um aplicativo. Blusa do bazar da igreja da minha cidade, calça da Renner, botinha da MAG-P". / Créditos: Bruno Sandini
Sábado: "Fim de semana começou e fui pra casa de um amigo num churrasco. Camiseta da Rock Chic, jaqueta e bolsa do bazar da igreja, saia do bazar do escambo, anel da Renner. Batom é MAC e as alpargatas uma amiga me trouxe de Buenos Aires". / Créditos: Bruno Sandini
Domingo: "Fui num aniversário na Vila Madalena. Calça Hering, sapato do bazar beneficente de Pinheiros e blusa Manali, marca de uma amiga". / Créditos: Bruno Sandini
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.