Eu vou ser o que eu quiser

Misty Copeland não tinha o perfil para ser primeira bailarina. Mas isso não a impediu.

por Ana Manfrinatto em

Tpm / Dança / Comportamento / Ativismo
Crédito: Reprodução

Misty Copeland é a prova de que contos de fada não existem. Em um universo tradicionalíssimo como o do balé, a história da estadunidense de 32 anos tinha tudo para não ter um final feliz.

O primeiro pas-de-deux aconteceu tarde, aos 13 anos de idade. Musculoso, o corpo dela pouco lembra a longilínea bailarina da caixinha de música. A estatura também está fora da caixinha: é pouco 1,57m pra tanto tutu!  

Nos cursos por onde passou, foi aconselhada a se especializar em hip-hop. Em uma companhia de dança, já ouviu de um funcionário que não se encaixaria nos espetáculos do grupo.

Misty é afrodescendente.

Seu sonho, ser primeira bailarina.

Plié e um, dois, três... - Crédito: Reprodução

E ela conseguiu! Esta semana a senhorita Copeland foi promovida e se tornou primeira bailarina principal do American Ballet Theatre de Nova York. Pela primeira vez em 75 anos de história, o ABT colocou no topo da companhia uma dançarina negra.

Uma indicação pra lá de simbólica em um país onde a desigualdade racial ainda é uma realidade.

Ainda bem que os contos de fada não existem.

Caso existissem, Misty não teria se transformado em uma espécie de fada da vida real: um ícone de perseverança que ainda quer levar aulas de balé para crianças desfavorecidas com seu Projeto Plié ;)

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