Ele tem 27 e ela, 26. Pedro e Ilana, namorados, paulistanos e amantes de arte, acabam de inaugurar a galeria polinesia. No centro de São Paulo, em duas salas, um jardim e uma loja democrática, vão reunir o melhor da produção de jovens artistas
Em meio ao mar de galerias especializadas em arte de rua, eis que surge a galeria polinesia. Como um arquipélago cheio de ilhas distintas, a idéia do espaço é reunir artistas contemporâneos “vindos da academia” sem nunca fechar os olhos para a arte que surge nos muros. Inaugurada em março, a primeira exposição “É Junho, mas Parece Novembro” é a prova dessa junção. As obras vão desde os passarinhos caóticos do artista Carlos Dias, representando a galeria Choque Cultural, às pinturas “delicadas e trabalhosas” de Regina Parra, 26. Desde 2005 ela vasculha sebos e gavetas de casa em busca de retratos de família, o ponto de partida das suas pinturas. Idealizada pelo cineasta Pedro Caetano, 27, e pela jornalista Ilana Tzirulnik, 26, a galeria tem som ambiente, jardim-de-inverno e bancos espalhados por todo o espaço. Os 30 metros de comprimento, disfarçados por uma entrada “com cara de casinha antiga”, abrigam duas salas de exposição e uma loja com obras de arte por preços mais acessíveis, como gravuras, camisetas e objetos. “Queremos brincar com o espaço. Somos muito jovens para nos levar tão a sério”, conta Ilana. O site da galeria, que muda de layout a cada estação do ano, parece um catálogo de peixes do Pacífico, como só uma galeria com o nome de arquipélago pode ter.
Vai lá: galeria polinesia – rua Pedro Taques, 110, Consolação, (11) 3582-2288, www.galeriapolinesia.com
