O que fazer quando você finalmente assume ser uma péssima dona de casa? Depois de se descabelar e lembrar que a Mary Poppins não existe, nada como a visita da sua supermãe!
Por Juliana Sampaio e Laura Guimarães, do http://mothern.blogspot.com
As pessoas me perguntam: como você consegue fazer tanta coisa? Acabei de descobrir o que responder: sendo uma péssima dona de casa. Sabe aquelas famílias finas das novelas? Você viu Santiago (2007, João Moreira Salles), aquele não-documentário ótimo? Então você vai entender a que me refiro. A uma profissão que nem sei se existe, pois a minha existência classe média me impede de adentrar tais salões. É o mordomo. Ou a governanta. Aquela que resolve tudo o que a dona de casa não pode ou não consegue resolver porque está trabalhando, fazendo análise, ioga ou shiatsu. Os pais devem cuidar dos filhos , eu sei. Mas eles trabalham, fazem doutorado e inventam coisas como discotecagens? A governanta resolve tudo. Tive a minha por duas semanas. Minha mãe não mora na cidade e veio apagar os incêndios da minha casa em fase crítica. Ela fez compras, levou as crianças ao dentista, à piscina, tratou de um hamster com pata machucada (!), fez tudo o que eu e meu marido não podíamos fazer nessas semanas loucas. Tenho que admitir minha semidependência. Eu me viro, mas queria ter alguém que ajudasse a pôr ordem na vida de uma casa com crianças. Queria ter uma governanta. Uma Mary Poppins. Na verdade, queria mesmo é que minha mãe morasse perto de mim.
