Corre, que o Bope vem aí

por Redação em

por Cirilo Dias

Muitos tiros, pancadaria, torturas e cenas de guerra. Não, você não está diante de mais um blockbuster gringo, daqueles cheios de explosões e cenas mirabolantes. A descrição é do filme Tropa de Elite, que deve estrear nos cinemas brasileiros entre outubro e novembro.

O enredo não tem nada de novidade. Favela, amigos de infância, polícia, bandido e mortes, só que, o diretor José Padilha (Ônibus 174 de 2002) consegue, com maestria, criar um filme de guerra sem hipocrisia e autenticamente brasileiro. Você não vai ver carros voando pela janela, helicópteros, mísseis e muito menos explosões, e sim a realidade crua e todos os lados dos envolvidos na guerra civil instalada no Rio de Janeiro.

O filme relata o cotidiano do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar fluminense, e tem a colaboração direta do ex-capitão Rodrigo Pimentel, que trabalhou no roteiro junto com Padilha e Bráulio Mantovani (roteirista de Cidade de Deus e colaborador de script no recém-lançado Querô). E tem ainda o fator Wagner Moura, que consegue exalar frieza e crueldade absurda, em mais uma competente interpretação.

Previsto para estrear nas telonas apenas em novembro, uma cópia não finalizada do filme caiu na rede - e conseqüentemente nas bancas de camelô - graças aos funcionários da Drei Marc, empresa contratada para fazer as legendas em inglês do filme. O episódio fez Padilha adiantar as finalizações e tentar adiantar ao máximo o lançamento, agora previsto para outubro.

O desafio agora é saber se a pirataria que está ajudando a divulgação, vai interferir diretamente no lançamento do filme. Se depender dos R$ 19 cobrados pelos cinemas pelos cinemas, é bem capaz que Tropa de Elite perca guerra para os míseros R$ 5 cobrados em cada esquina, ou boca de filme das grandes metrópoles.

Veja abaixo um trailer que está rolando no Youtube:



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