A revista Vanity Fair vai publicar no mês que vem uma lista com as 50
melhores trilhas sonoras de filmes de todos os tempos, segundo seus
editores. O top 10 já foi divulgado e a trilha de “Purple Rain” liderou
absoluta. Para quem não lembra, esse é o filme protagonizado por Prince e
que de bom mesmo só tem a música. Aqui na Trip o páreo foi bem diferente:
“Sem a menor dúvida, a trilha do filme Judgment Night. O filme não é
nada conhecido, mas a trilha… Essa foi revolucionária para quem gosta de
hip hop. Provavelmente, a primeira vez que o rap encontrou o rock [depois
do emblemático encontro do Run DMC com o Aerosmith, claro], com misturas de
bom gosto, surpreendentes e bem variadas. O destaque absoluto vai pra
música “Fallin”, parceria dos roqueiros do Teenage Funclub com os rappers
do De La Soul. No mais, tem Onyx & Biohazard, Sonic Youth & Cypress Hill,
Helmet & House of Pain, Slayer & Ice-T, Faith No More & Boo-Yaa Tribe, e
por aí vai” – Endrigo, do site
“Ei Meu Irmão, Cade Você. O filme é mais uma pérola dos irmãos Coen.
A trilha sonora não deixa por menos, intercalando canções antiqüíssimas do
folk norte-americano com bluegrass, que nada mais é do que o folk
norte-americano misturado com o blues e o jazz. Se você está torcendo o
nariz pensando em Zezé di Camargo, Xororó e cia., é melhor rever seus
conceitos. E Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes. O filme é do
Guy Ritchie, mesmo de Snatch, Porcos e Diamantes. O cara realmente
inventou um novo jeito de se contar uma história no cinema. Um clássico.
Reúne um dos melhores tiroteios do cinema, com uma das melhores fugas, com
alguns dos melhores diálogos e citações e, claro, uma das melhores trilhas
sonoras do cinema” – Alê, do Trip Fm
“A trilha sonora de filme que mais gosto é a do Fabuloso Destino de
Amélie Poulain. Por quê? Porque é linda, romântica e me remete à
irreverência, ao bom-humor e à sabedoria da personagem – com quem eu super
me identifico. É de um compositor francês chamado Yann Tiersen, um cara
meio vanguardista que compõe para piano, violino e acordeão. Foi ele quem
também fez a trilha de Adeus, Lênin!. Adoro esse CD e, ano vai, ano
vem, não me canso de ouvir!” – Renata Leão, da Tpm
“Vida de Solteiro (Singles). Ela foi fundamental para a minha
formação musical e cair de cabeça no grunge. Ouvi ela a primeira vez em
1995, já era viciado em Pearl Jam, Soundgarden, Smashing Pumpkins e afins,
e ver tudo isso reunido numa trilha sonora, fez eu imaginar que o velho
oeste paulista, mais conhecido com Jales, virasse minha própria Seattle” –
Cirilo, do site
“Qualquer filme do Tarantino tem uma trilha brilhante, isso é
inqüestionável. Se fosse para escolher, escolheria a trilha de Pulp
Fiction, clichê mas é classe A demais!” – Marco, do site
“Para mim é uma trilha que não chegou a ser trilha. O Payback, do James
Brown era para ter sido uma trilha de blaixpoitation mas o diretor do
filme, que não me lembro agora qual, achou ruim o disco. Tem doido pra tudo
porque a bolacha é a melhor do Godfather, sem dúvida. Se não valer
uma que não foi, pode botar a do Dead Presidents – esqueci o título
em português…” – Filipe Luna, da Trip
“Adoro CDs de trilhas sonoras e muitas vezes faço o caminho inverso, isto
é, baixo o disco e depois me interesso pelo filme. A minha favorita de
todos os tempos é a do filme Rushmore, do Wes Anderson, embora o
páreo seja duro com a trilha do The Royal Tenenbaums, também dele.
Rushmore tem a que considero a melhor música de amor de todos os
tempos, “Oh Yoko”, obviamente do John Lennon, as lindinhas “The Wind” e
“Here comes my baby” do Cat Stevens, e “Ooh La La”, do The Faces, e toda a
atmosfera colorida do filme do Wes” – Eva, do site
“Resolvi fazer um Top10…
5 brasucas
Baile Perfumado, de Paulo Caldas & Lírio Ferreira [Nação Zumbi, Mundo Livre
S/A, Stela Campos, Mestre Ambrósio etc]
Amarelo Manga, de Cláudio Assis [Lúcia Maia & Jorge Dupeixe]
Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha [Geraldo Vandré]
O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia [Apollo Nove]
O Invasor, de Beto Brant [só por causa do Sabotage]
5 gringas
Lost Highway, de David Lynch [vários]
Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni [Pink Floyd]
Amores Expressos, de Wang Kar-Wai [vários]
Taxi Driver, de Martin Scorcese [Bernard Herrmann]
Era Uma Vez no Oeste, de Sergio Leone [Enio Morricone]” – Ronaldo Bressane,
da Trip
