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Chá de vidente

Lembra daquelas mulheres que iam vender potes tupperware na casa de nossas mães quando éramos crianças? Pois agora existem videntes que atendem
em casa no mesmo esquema, para grupos femininos. Testamos o serviço. E tivemos o maior surto do ano

fotos Marcelo Naddeo

Dia 11 de setembro com eclipse solar. Mal sabia que o mundo ia desabar em minha casa. Tudo porque resolvemos fazer um test drive para esta seção da Tpm. Tratava-se de um chá de vidente, uma modalidade mística da venda daqueles potinhos de plástico chamados Tupperware, lembra? É assim: você junta suas amigas, fica fofocando, e uma pessoa te vende potes para guardar coisas na geladeira. Ou, no nosso caso, uma vidente vem na sua casa e tira cartas para você e suas amigas.

Descontrole na rua Capote Valente, em Pinheiros, minha casa, local escolhido para o chá. Iordana, que joga baralho cigano, de cara pede um cantinho para ser a mesa de consultas. Bem, eu moro em um loft sem portas. Por isso, ela ficou na “sala de jantar” com uma de nós por vez (a consulta dura quase meia hora); enquanto as outras moças ficavam na sala ouvindo música e falando sobre… horóscopos, videntes, tarô e, claro, suas vidas íntimas e, teoricamente, privadas.

Elenco: Eva, editora de arte de sites da Trip; Mari e Ana, assistentes de produção da Tpm, e Eli, assistente de arte da Trip. Eu, claro, e uma outra amiga que não sabia de nada do que estava rolando na minha casa, mas telefonou por acaso e, ao ouvir a palavra “vidente”, fez o que qualquer mulher normal faria, disse: “Chego aí em meia hora”. E de fato chegou.

Universo ultrafeminino

A vidente é boa. Fui a primeira a testar. Ela disse várias coisas sobre mim certíssimas. E eu não tinha falado nada para ela. Juro. Naddeo, o fotógrafo, tentava ser discreto enquanto fotografava e colocou os fones do iPod para não nos ouvir. Ele não devia estar agüentando mais. Principalmente porque acabou de ser pai (de um menino, para sorte dele) e teve que suportar seis mulheres doidas dizendo: “Mas você não vai jogar? Não acredito que você ainda não sabe o ascendente do seu filho que nasceu há dois dias”. Não, ele não jogou as cartas, confirmando o que A Vidente nos disse: “Quem mais procura o serviço é mulher mesmo. Atendo no mínimo três grupos por semana”.

No que depender da nossa turma, ela vai ficar milionária (mais do que o rico que ela disse que está apaixonado por mim, rs!). Todas amaram A Vidente. Eva, chorona de marca maior, saiu da mesa de consulta aos prantos dizendo: “Ela leu a minha vida!”. Ana foi mais discreta: “Não chorei, mas a vidente disse que sou fria mesmo”. Eli, garota riot, tatuada, do rock, guitarrista da banda Las Dirces, se apegou à vidente de tal maneira que teve que ser puxada (por mim) para longe da moça. Ela não parava de fazer perguntas. E A Vidente precisava ir embora.

Resultado: ficamos amigas íntimas. A Mari colocou no nick dela do MSN a frase “a vidente disse” no dia seguinte e… não conseguimos mais falar de outra coisa. “Quem será o milionário?” “E o menino que vai voltar?” Sim, porque a melhor coisa é repercutir as previsões depois de ouvi-las. Sim, superaprovamos o chá de vidente. E, mais uma vez, confirmamos o óbvio: somos loucas. E amigas na loucura, o que é melhor. Sim, um chá de vidente une pessoas. E até agora não conseguimos mudar de assunto!

Vai lá: A Vidente Iordana, (11) 5511-7684

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