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Cachaça de vidente

Os bofes amigos da revista-irmã Trip ficaram com inveja ao saber que realizamos um chá de vidente e quiseram um só para eles. Aproveitamos para descobrir como os exemplares do gênero masculino lidam com as coisas mágicas do futuro

fotos Bruno Miranda/na lata
A gente achava que só mulher sofria de obsessão por videntes e coisas do gênero. Quer dizer, sabemos que o Fernando Pessoa era ocultista e que o Renato Russo era astrólogo. Mas a gente não podia imaginar que os amigos machos fossem querer, assim como a gente, fazer um chá de vidente só para eles. Mas sim, definitivamente, homem também é místico. E levam isso mais a sério que mulher.

Mês passado publicamos aqui no Badulaque as impressões sobre um chá de vidente: você convida as amigas e a vidente vem em casa, como se fosse uma vendedora de Tupperware. As pessoas são atendidas individualmente, mas os outros convidados ficam em outro cômodo fazendo uma social. Ao saber do acontecimento, os garotos da nossa revista-irmã, a Trip, começaram a nos interpelar: “Como é que vocês organizaram isso e nem nos convidaram? A gente acredita muito nessas coisas”.

Então beleza. Fomos testar se eles – na hora de saber do futuro – têm comportamentos parecidos com os das mulheres. No caso: 1. Histeria; 2. Contar segredos íntimos para todos os presentes no “evento”; 3. Falar muito de amor e, basicamente, só disso.

Machos místicos

Convidados para o teste: Ronaldo Bressane, redator-chefe da Trip e discípulo da astróloga Barbara Abramo, Bruno Torturra Nogueira, repórter da Trip e discípulo da astróloga Barbara Abramo, Xico Sá, jornalista, escritor e discípulo da Barbara Abramo, e Cirilo Dias, repórter do site da Trip, que acabou de entrar na firma e ainda não teve tempo de ser abduzido pela seita que cultua a astróloga Barbara Abramo.

Primeira conclusão. Sim, eles também estão preocupados com amor. Alguns até mais que a gente. Só que eles não dizem nomes e não contam confidências. Cirilo, o primeiro a se consultar, chegou à sala onde os outros esperavam e disse: “Ela falou umas coisas cabulosas sobre umas paradas que me incomodam”. Depois, eles explicaram que parada que incomoda é mulher. E a palavra cabuloso foi repetida mais umas 100 vezes durante a noite.

Segunda conclusão. Eles levam a vidente mais a sério que as mulheres. Tanto que ela, Iordana, a nova ídola da editora Trip, falou coisas muito boas para o Bruno, mas ele disse que não poderiam ser publicadas. “Senão, não rola.” Segundo ele, “a parada é séria”.

Terceira conclusão. Como já sabíamos, ser homem é muito chato porque eles não fofocam. Durante os intervalos entre as consultas, eles preferiam tomar cachaça e falar animadamente sobre literatura.

Só para lembrar. Há um mês, no chá de vidente feminino, mulheres choraram e viraram amigas de infância depois de contar seus segredos para outras meninas praticamente desconhecidas. Com eles não é assim. Se bem que, uma hora, a gente ouviu um grito: “Quatro?”, era Ronaldo Bressane, pai do Lorenzo, surpreendido com a notícia de que teria mais três filhos pela frente. E o que os outros homens fizeram? Acreditaram, claro. “Tengo mares de rosa para desbravar!”, disse Xico Sá, o menos discreto, levantando as mãos em sinal de vitória assim que saiu da mesinha da vidente. “Sou um homem de aventuras.” Mas o que mais me impressionou é que ele, que já lançou um livro chamado Catecismos e Devoções, foi padre na vida passada, uma coisa que, segundo ele, muy crédulo, faz sentido. “É por isso que eu gosto de ser solteiro, isso vem de outras vidas.” Tá bom. Ele só ficou triste com uma coisa. “Esqueci de perguntar para ela sobre o Santos.”

Veja como foi a vez das mulheres

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