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As pessoas-produto

Jovem brasileiro lança livro em que usa estratégias de venda para falar de relacionamentos amorosos. Levamos um susto e aproveitamos para avisar: não estamos à venda!

Pense: você é um produto. Mas não qualquer um. Você é um produto que precisa estar bem posicionado no mercado. Por quê? Ora, porque você oferece vantagens em relação a outros que estão na prateleira! E, por isso, as pessoas vão querer te consumir.

Os outros produtos que estão no mercado são, no caso, outras mulheres. E os consumidores são, claro, homens. Essa é a abordagem neoliberal dos relacionamentos afetivos encontrada no livro A Fila Anda, mas não Empurra que É Pior – uma Abordagem de Marketing sobre Relacionamentos Amorosos.

Sim. O brasileiro André Figueiredo Maciel tem a manha de rimar amor com marketing. Ele é um menino de 28 anos que estudou administração e fez mestrado em marketing. Usando seus conhecimentos empresariais escreveu capítulos como “A mitificação da marca: por que ficamos ‘bestas’ diante de algumas pessoas?” ou “O processo de compra: por que não conseguimos fazer sempre a escolha ótima?”. Pode até ser brincadeira, mas rimar amor com compra é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto. Por isso, vamos queimar esse livro. E aproveitar para dizer que não somos produtos à venda. E também não estamos procurando “coisas” para comprar.

Não vai lá: A Fila Anda, mas não Empurra que É Pior – uma Abordagem de Marketing sobre Relacionamentos Amorosos (ed. Fábrica de Leitura, 2008)

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