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Arrasa, bee!

Cristina Naumovs, diretora de arte da Tpm, é freqüentadora assídua da Parada Gay e admiradora assumida das figuras nada discretas que circulam por lá

3,5 milhões de pessoas é muita gente. Isso parece estúpido de dizer, mas quando você tá no meio da maçaroca de gente dá pra entender exatamente o que eu tô falando. Cada carro que pas­sa, a Paulista parece que vai ceder e você vai cair de bunda no tri­lho do metrô. Essa foi a minha primeira impressão. Vou à Pa­rada des­de 2000, quando ela era menor, dava pra encontrar mais amigos etc. Mas nada de saudosismo. Continuo adorando as tra­vecas ultramontadas. As pessoas se abraçando. É quase hippie, se não fosse supersexual. Entrando na Paulista, dou de cara com uma Penélope Charmosa numa moto, passeando gloriosa pela avenida, como se nada estivesse acontecendo. Tenho uma admiração profunda, como elas conseguem ficar com um make in­crível embaixo do sol a pino, meu Deus? Eu não sei esconder uma olheira, elas escondem uma barbona! (E otras cositas más…) Fico parada, vendo a banda passar cantando coisas de amor, quando uma outra “mocinha” me pergunta: “Viu meu príncipe por aí?”. Afe, elas também têm síndrome de Cinderela! Digo que ele deve estar vindo logo atrás dela. A resposta me deixa mais sossegada: “Ai, que gostoso!”. Ufa, Cinderela com humor. Começo a gostar mais. Resolvo comprar um veadinho inflável. Vi­ro atração, todas as bees querem ficar com o meu veado. Me­lhor­ levá-lo pra casa. O sol começa a baixar, tenho medo que o Iba­ma me pegue maltratando o bichinho… Pensando bem, 3,5 mi­lhões é pouco pra variedade de gente que aparece todo ano. Estou na sétima e nunca encontrei um modelito das moças igual…

Fotos Cristina Naumovs

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