Ícone do site Trip | Conteúdo que transforma

Yogasosa

Uma sala de madeira sem janela com a porta de vidro toda embaçada, no melhor estilo sauna sueca. Do lado de fora, só o ruído forte de respiração, como se, dentro da sala, três pessoas morbidamente obesas roncassem com o conta-giros pulmonar no talo. Você chega mais perto, encosta a cabeça na porta e vê umas pessoas muito suadas, em posições estranhas. Bizarro? Pode parecer – mas os praticantes do Ashtanga Vinyasa Yoga não acham. Considerada pelos hindus a mais completa de todas as yogas, a Ashtanga é centrada na respiração e num método dinâmico de praticar as posições, usando as posturas tradicionais numa seqüência fluida e sem intervalos. Essa respiração é chamada de ujjayí: o ar entra aquecido nos pulmões, aumentando a capacidade de absorção do oxigênio. Como o movimento é sincronizado à respiração, um intenso calor é gerado pelos praticantes, explica o professor Cristóvão de Oliveira, que desenvolve a modalidade no Brasil desde que voltou da Índia, há três anos. Durante a aula, que dura uma hora e meia, a temperatura da sala chega a 40oC. Dá para emagrecer rapi-dinho: a perda de líquido faz acumular menos gordura no corpo, afirma o mestre, cuja prática tem seduzido não só o público mais espiritua-lizado, como também bailarinos, surfistas, professores de expressão corporal e beldades que querem esculpir suas formas de um jeito mais zen, como a apresentadora Fernanda Lima.

Pums e bârps
A Ashtanga Vinyasa Yoga promete uma sintonia entre mente, corpo e espírito nem sempre possível num esporte. Afinal, o grande objetivo não é somente competir ou malhar, mas chegar ao estado de iluminação: samádhi, em sânscrito. Yoga é terapêutica. Pela transpiração, purifica, desintoxica órgãos internos e músculos, libera as toxinas e limpa o corpo, desenvolve Cris. Não é fácil atingir esse nirvana: faz parte da prática peidar e soltar uns arrotos. Para meditar, é necessário estar limpo por dentro. Se tem algo gerando desconforto durante a sessão, tem mais é que pôr para fora, libera o iogue, se abanando. Para saber mais, acesse www.espacovidya.com.br. (Elisa Biagi)

Sair da versão mobile